Mortes por metanol: nova morte na Bahia eleva óbitos para 24; letalidade chega a 30%
4 de janeiro de 2026
Com a morte de um homem de 31 anos na Bahia na sexta-feira, os óbitos por metanol adicionado ilegalmente a bebidas alcançaram 24. Eram 22 óbitos em todo país em 08 de dezembro, quando o Ministério da Saúde encerrou a Sala de Situação que monitorava os casos, mas uma nova morte foi registrada em São Paulo dez dias depois, o que à época elevou as fatalidades para 23.
Segundo o governo federal, entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, um total de 73 casos de intoxicação pela substância haviam sido confirmados.
O metanol é altamente tóxico e sua ingestão é um caso de emergência médica, sendo necessário suporte à vida, como hemodiálise. Doses menores também pode deixar graves sequelas, como cegueira.
Letalidade
A letalidade é a medida que relaciona o número de mortes por determinada doença e o número de pessoas que tiveram essa doença. No caso da intoxicação por metanol, com 22 mortes entre os 73 casos confirmados em 8 de dezembro, a taxa de letalidade chegou a 30% (30 mortes em 100 contaminados = 22 mores em 73 contaminados).
Taxas de letalidade calculadas no início da crise já oscilavam entre 20 e 25%.

