Morte de George Floyd: exército em desacordo com Donald Trump

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6 de junho de 2020

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Ruas de Chicago

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, disse há alguns dias que os governadores poderiam pedir ao exército para intervir nas manifestações, a fim de pôr um fim aos distúrbios relacionados à morte de George Floyd.

Algumas pessoas representando o exército americano ou ex-soldados de alto escalão saíram de seu silêncio para se opor a essa ideia, acreditando que não é papel do exército realizar missões para manter a ordem.

O chefe do Pentágono, Mark Esper, que também é ministro da Defesa, é reconhecido como um homem de confiança de Donald Trump, e se opôs a ele em uma entrevista coletiva na quarta-feira de manhã:

"Como secretário de Defesa, mas também como ex-soldado e ex-membro da Guarda Nacional, acredito que a opção de usar as forças armadas em um papel de polícia deve ser usado apenas como último recurso e apenas nas situações mais urgentes e graves. Não estamos em uma dessas situações no momento".

O general James Mathis declarou que é a primeira vez que vê um presidente estadunidense não tentar unir seu povo, mas dividi-lo. Para ele, envolver os soldados no controle dos distúrbios seria forçar os militares a violar a Constituição. Para ele, os militares não são adequados para esse tipo de operação, simplesmente porque esse tipo de ação pode criar tensões entre a população e o exército.

O almirante e ex-chefe de gabinete Mike Mullen afirma confiar nas forças armadas dos EUA, mas teme as ordens de Donald Trump, que podem ser violentas demais. Além disso, para ele, nada justifica no momento a necessidade de envolver o exército, com o risco de que ele possa ser usado para fins políticos pelo governo.

Fontes

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