Morre o último veterano britânico na I Guerra Mundial e considerado o homem mais velho do mundo

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27 de julho de 2009

Somerset, Inglaterra, Reino Unido

Morreu no último sábado (25) em casa, em Somerset, no oeste de Inglaterra, Harry Patch, aos 111 anos o último veterano britânico da Primeira Guerra Mundial, uma semana depois da morte de outro veterano de guerra, Henry Allingham, aos 113 anos.

Nascido em 1896, Harry Patch foi chamado para a guerra quando tinha apenas 18 anos, no Verão de 1917. Esteve nas trincheiras de Ypres, como atirador, por quatro meses, integrando na 7ª Divisão de Infantaria Ligeira do Duque da Cornualha, na Batalha de Passchendaele.

Fez parte do regimento de metralhadores que jurou, se possível, evitar a morte de soldados inimigos, preferindo acertar-lhes as pernas.

Ficou ferido em 22 de setembro de 1917, quando um obus matou três dos seus companheiros de armas, o que não evitou o seu regressou às trincheiras apenas quatro meses depois de ter sido atingido.

Patch jamais falou sobre esta experiência até completar 100 anos. Depois da guerra, Patch sobreviveu a duas esposas e aos dois filhos do seu primeiro casamento. Atualmente, utilizava o seu estatuto para promover a paz e a reconciliação. “A guerra não vale uma vida”, costumava dizer.

A Rainha de Inglaterra, Elizabeth II e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, lamentaram a morte. O veterano serviu na Infantaria do Duque de Cornuália, hoje título conferido ao príncipe Carlos, que disse à BBC que “Harry sempre estimou o extraordinário companheirismo que as pavorosas condições produziram no batalhão e manteve-se fiel até o fim”.

Com a morte de Patch restam apenas dois combatentes que estiveram envolvidos na Primeira Guerra Mundial, um britânico e um norte-americano, ambos com 108 anos, mas que não estiveram nas trincheiras.

O britânico Claude Choules, que reside em Perth, na Austrália, estava na Marinha Britânica, na Guerra de 1914-18, ao passo que o norte-americano Frank Buckles foi condutor de ambulâncias e chegou a estar encarregado do controle de soldados alemães neste conflito.

John F. Babbock, um canadense de 109 anos, residente nos EUA, é também considerado um veterano da I Guerra Mundial, muito embora não tenha combatido, uma vez que apenas estava em treinamentos quando o conflito terminou.

Fontes

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