Morre aos 106 anos, o cineasta mais antigo do mundo, o português Manoel de Oliveira

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Manoel de Oliveira em 2008.

Agência Brasil

Porto, Portugal • 2 de abril de 2015

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O diretor de cinema ou realizador Manoel de Oliveira (pronúncia: Manuel di Ôlivêira) morreu hoje (2), aos 106 anos, em sua casa, na cidade do Porto, em Portugal. O cineasta português sofreu uma parada cardíaca. Oliveira era considerado o mais antigo diretor de cinema em atividade no mundo. O corpo está sendo velado em um convento de padres dominicanos da cidade e será sepultado amanhã (3).

Após o anúncio da morte, autoridades de Portugal e personalidades da área de cinema prestaram homenagens a Manoel de Oliveira. O presidente do país, Cavaco Silva, declarou profundo pesar e decretou dois dias de luto em todo território português. Silva definiu o cineasta como "símbolo do cinema português" e um exemplo para as novas gerações.

O presidente honorário do Festival de Cannes, Gilles Jacob, também lamentou a perda de Oliveira e lembrou os trabalhos da época do cinema mudo. Em 2008, Jacob entregou o prêmio Palma de Ouro ao cineasta. "Passados 100 anos, nos acostumamos com a idéia de que Manoel nunca desapareceria. Fica a obra, é certo, mas ficou claro que ele também seria eterno. O seu trabalho sempre imprevisível, o seu mistério de frescor, a vitalidade, a sua modéstia lendária, e, de certa maneira, o fato de ser o último pioneiro", disse.

O último filme produzido pelo cineasta foi o curta-metragem O Velho do Restelo, uma Reflexão sobre a Humanidade. O filme foi lançado em dezembro do ano passado, em comemoração aos 106 anos de Oliveira.

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