Moçambique: Erros no livro escolar reflectem tomada de negócios do Estado por "gangs"

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30 de maio de 2022

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Agência VOA

Analistas consideram que os graves erros que aparecem nos livros escolares em Moçambique são o reflexo de um Estado desestruturado e que permite a infiltração de grupos que tentam, e em alguns casos têm conseguido, tomar conta dos negócios do Estado.

Em fevereiro de 2022 começaram a circular nas redes sociais, Facebook sobretudo, imagens da página de um dos livros escolares de ensino primário do sistema escolar moçambicano, com um conteúdo que causou debate e discórdia, quando afirma, por exemplo, que o Zimbábue faz limite com o Mar Vermelho.

O livro de que se fala é sobre ciências naturais e aborda, entre vários outros assuntos, temáticas sobre a natureza e evolução da espécie humana. A polêmica não recaiu sobre o livro inteiro, mas sim em apenas uma página.

Há quem considere que estes erros, não resultam da ignorância ou incompetência dos profissionais da Educação, mas do facto de os negócios do Estado terem sido tomados por gangs.

O diretor do jornal Carta de Moçambique, Marcelo Mosse, considera que esses grupos podem existir, mas no seu entender, o problema reside na falta de controlo por parte do Estado, neste caso concreto, do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

Por seu turno, o diretor do Centro de Jornalismo Investigativo, Luís Nhachote, afirma que o que se passa com os livros escolares, é o reflexo daquilo que é o Estado moçambicano.

Estado desestruturado

“É um Estado desestruturado, e isso é muito grave quando se trata de educação que é fundamental para o desenvolvimento de um país. Temos um Estado que não fiscaliza o material que é usado no sistema da educação”, realçou, para depois acrescentar, “um dia vamos ter que mudar o Governo, porque as coisas não podem continuar assim.”

“Onde é que estão os gestores da Educação, onde é que estão os historiadores”? Interroga-se o diretor do Centro de Jornalismo Investigativo, para quem os actuais desafios da educação em Moçambique exigem uma gestão estratégica comprometida com o interesse coletivo.

Entretanto, para Marcelo Mosse, uma das soluções para a questão do livro escolar, passa pela revitalização do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE).

Refira-se que a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, anunciou para esta segunda-feira, 30, o início da distribuição de uma errata, para a página problemática.

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