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Ministro israelense pede rendição do Hamas enquanto militares bombardeiam Gaza

De Wikinotícias

7 de setembro de 2025

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Nesse domingo (7), Israel reiterou o pedido para que o Hamas se rendesse, enquanto as forças armadas realizavam ataques ao principal centro urbano de Gaza, onde centenas de milhares de palestinos buscavam refúgio.

O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, afirmou a jornalistas em Jerusalém que o conflito poderia chegar ao fim imediatamente caso o Hamas soltasse os reféns ainda mantidos em Gaza e entregasse suas armas.

"Ficaremos mais do que felizes em atingir esse objetivo por meios políticos", afirmou ele.

Em resposta, Basem Naim, oficial sênior do Hamas, declarou à Reuters que o grupo não entregaria as armas, porém libertaria todos os reféns caso Israel concordasse em pôr fim ao conflito e retirasse suas tropas de Gaza. Essa é uma posição que o grupo militante palestino defende há bastante tempo.

"Estamos aprofundando a manobra nos arredores da Cidade de Gaza e dentro da própria cidade", afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu a ministros no começo de uma reunião, conforme mostrou um vídeo divulgado por seu gabinete, e disse que "estamos destruindo a infraestrutura terrorista, estamos demolindo torres de terror identificadas".

A reunião da cúpula do governo de Israel neste domingo acontece um dia depois de dezenas de milhares de pessoas protestarem em frente à casa de Netanyahu em Jerusalém. O evento, promovido por famílias de reféns sequestrados pelo Hamas, foi caracterizado por críticas contundentes ao primeiro-ministro — que foi chamado de "traidor" —, a quem os manifestantes acusam de desconsiderar a condição dos reféns.

Netanyahu aprovou recentemente planos para uma invasão terrestre na cidade de Gaza, principal centro urbano do enclave, o que gerou preocupações sobre um agravamento ainda maior da crise humanitária que aflige a região, declarada em situação de fome pela ONU no mês passado. Embora os militares ainda não tenham anunciado oficialmente o início da grande ofensiva, os ataques aéreos já foram aumentados, com o foco voltado para prédios que se acredita serem usados pelo Hamas.

O Exército informou que atacou um novo edifício em Gaza, sendo este o terceiro em três dias, logo após emitir uma ordem de evacuação para a população civil — seguindo o mesmo procedimento das explosões anteriores. Em uma declaração à imprensa, o porta-voz militar de língua árabe, Avichay Adraee, afirmou que a Torre al-Roya seria demolida devido ao seu uso para atividades terroristas.

Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil da Palestina, informou à AFP que o edifício foi "bombardeado pela aviação israelense" e que "não houve feridos" no ocorrido. O Ministério da Saúde de Gaza, parte da administração do Hamas, declarou anteriormente que 83 palestinos perderam a vida nas últimas 24 horas devido à ação israelense, sendo 31 deles enquanto aguardavam por comida.

Fontes