Ministro Sérgio Moro pede demissão

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24 de abril de 2020

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Moro em 2018

Sérgio Moro pediu demissão do Ministério da Justiça em coletiva de imprensa realizada pouco antes do meio-dia de hoje. A saída de Moro se deu horas após ter sido confirmada a demissão, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, sem que o então ainda ministro tivesse sido comunicado. Durante a coletiva Moro também anunciou que não havia assinado a demissão de Valeixo, apesar da sua assinatura estar no documento divulgado no Diário Oficial da União. Segundo ele, o que consta no documento é uma cópia de sua assinatura, feita de forma virtual.

Moro também disse durante a coletiva que sua saída se deu depois de ter certeza de que, ao demitir Valeixo, Bolsonaro quer interferir no trabalho da Polícia Federal. "Falei ao presidente que seria uma interferência política, e ele falou que seria mesmo", revelou.

A saída de Moro causou comentários e críticas em diversos setores. Segundo a BBC, a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP - ex-partido de Bolsonaro), disse que "ficou evidente que Bolsonaro tem muito a esconder. Todos os políticos corruptos blindarão o presidente agora". Já a jornalista Vera Magalhães, apresentadora do Roda Viva da TV Cultura e colunista do Estadão, escreveu em seu Twitter que "Bolsonaro teme inquéritos no STF".

Nesta mesma rede social, as tags "Moro", "Bolsonaro Traidor" e "Fora Bolsonaro" ocupavam, às 13h desta tarde, as posições de 1º, 2º e 3º lugar nas tendências (topic trends).

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