Militares dão Golpe de Estado e derrubam o presidente de Burkina Faso após violentos protestos populares

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Localização do Burkina Faso
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Blaise Compaoré na visita com Barack Obama na Casa Branca em 5 de Agosto de 2014.

Agência Brasil

Assembleia Nacional (Assemblee Nationale), o Parlamento burquinense em 10 de Janeiro de 2013, antes do saque e incêndio.

30 de outubro de 2014

Burkina Faso

Protestos populares que iniciaram na última terça-feira (28) terminou hoje de forma violenta com tumultos, saques e repressão em Ouagadougou (capital de Burkina Faso). Durante os protestos, foram incendiados e atacados o Parlamento, vários comércios, assim como bloqueios nas ruas com pneus e outros materiais que foram incendiados. A rádio e a TV estatal RTB foram invadidos e as transmissões interrompidas.

Houve também relatos de que a segunda maior cidade do país, Bobo-Dioulasso, também houve tumultos, saques e repressão, levando a suspeita de que os eventos não se restringiam apenas na capital, que levaram os países vizinhos a fechar as suas fronteiras para evitar que a violência se alaste em países vizinhos.

Os motivos para os protestos populares sem precedentes já ocorriam a dois dia foi a tentativa do presidente Blaise Compaoré, tentar concorrer nova reeleição com maioria parlamentar. Compaoré está no poder há 27 anos, quando em 1987, deu Golpe de Estado que derrubou e matou o antecessor Thomas Sankara.

Após violento protesto, Compaoré anunciou ter retirado o projeto de reforma constitucional do Congresso, que no entanto, o descontentamento já estava entre os cidadãos.

Saldo[editar]

Segundo Benewende Sankara (sem nenhum parentesco com Thomas Sankara), um dos principais líderes da oposição, afirma que as cidades de Burkina Faso deixaram cerca de 30 mortos e mais de 100 feridos.

Sankara não informou se o balanço dizia respeito a todo o país ou apenas à capital, Ouagadougou. O opositor, que já disputou a chefia de Estado com Compaoré, disse que a saída do presidente do poder “não é negociável”.

Queda de Blaise Compaoré[editar]

O general Nabéré Honoré Traoré, chefe do Estado Maior das Forças Armadas, compareceu ante à imprensa, lido por um oficial em entrevista coletiva, para anunciar a dissolução do Governo e o Parlamento, para formar um Governo de Transição, a instauração de um recolher obrigatório e a criação de um órgão de transição.

Segundo o comunicado, os poderes Executivo e Legislativo, serão assumidos por um órgão de transição, a ser criado “em concertação com todas as forças vivas da nação” e cujo objetivo é o “regresso à ordem constitucional” em um “período de 12 meses”.

Um recolher obrigatório é imposto “sobre o conjunto do território entre as 19h e as 6h”, para “preservar a segurança das pessoas e bens”, disse o texto.

Reações[editar]

O líder da União para o Renascimento/Movimento Sankarista de Burkina Faso disse ainda que a oposição se encontrou com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país, Honoré Traoré, a quem pediu para “seguir o caminho do povo” e “não disparar” sobre ele. Mas “o chefe do Estado-Maior fez um golpe de Estado”, acrescentou Sankara.

Fontes[editar]

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