Microsoft apresenta avanços no Project Silica para armazenamento de dados em vidro
25 de janeiro de 2026
A Microsoft anunciou novos avanços em seu Project Silica, iniciativa que busca criar um sistema de armazenamento digital de longo prazo utilizando placas de vidro de quartzo. A tecnologia, desenvolvida com lasers de femtossegundos, permite gravar dados em múltiplas camadas e níveis dentro do vidro, garantindo durabilidade estimada em até 10.000 anos, mesmo em condições extremas.
Segundo a empresa, o objetivo é oferecer uma alternativa sustentável às mídias magnéticas tradicionais, que degradam com o tempo e exigem constante manutenção. O sistema é projetado para resistir a calor, campos eletromagnéticos e até desastres naturais, tornando-se uma solução promissora para arquivamento de dados em escala global. Diferente de discos rígidos ou fitas, o vidro não consome energia após a gravação, permanecendo em prateleiras até ser acessado por sistemas robóticos.
Em outubro de 2023, a Microsoft informou que o Project Silica já alcançou a capacidade de armazenar até 7 terabytes em uma única placa de vidro do tamanho de um pires. Em dezembro de 2025, especialistas da empresa destacaram que o projeto representa uma mudança de paradigma no armazenamento, com potencial para atender às demandas futuras de arquivamento que podem ultrapassar centenas de zettabytes. A companhia também vem testando bibliotecas robóticas capazes de manipular automaticamente os blocos de vidro, integrando-os a sistemas de arquivamento em nuvem e centros de dados.
O projeto, iniciado em 2019, já demonstrou capacidade de armazenar filmes inteiros, como "Superman" de 1978, em um único pedaço de vidro. Agora, os avanços recentes indicam que a tecnologia está se aproximando de aplicações comerciais, com foco em instituições que necessitam preservar informações críticas por séculos, como arquivos nacionais, bibliotecas e centros de pesquisa científica.
Fontes
- ((en)) Project Silica — Microsoft, 23 de dezembro de 2025


