Mais um ministro deixa no Governo Dilma Rouseff: Ana de Hollanda é substituída pela Marta Suplicy no Ministério da Cultura

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Agência Brasil

7 de setembro de 2012

Brasília, DF, Brasil — A presidenta Dilma Rousseff convidou hoje (11) a senadora Marta Suplicy (PT-SP) para exercer a função de ministra da Cultura, no lugar da artista e compositora Ana de Hollanda, que estava no cargo desde 1º de janeiro de 2011, ou seja no início do Governo Dilma Rousseff. Ana anunciou sua saída, nesta terça-feira, em audiência no Palácio do Planalto.

Logo depois da audiência, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota destacando que presidenta agradeceu à ministra “o empenho e os relevantes serviços prestados ao país” à frente da pasta.

A nota registra ainda que Dilma manifestou a confiança de que Marta Suplicy, “que vinha dando importante colaboração ao governo no Senado”, dará prosseguimento às políticas públicas e aos projetos que estão transformando a área da cultura nos últimos anos. A posse está marcada para as 11h da próxima quinta-feira (11).

Ministério[editar]

Na próxima quinta-feira (13), a senadora assumirá pela segunda vez o cargo de ministra de Estado. No governo Lula, Marta chefiou a pasta do Turismo de 2007 a 2008, e enfrentou o chamado "apagão aéreo", com problemas diversos nos principais aeroportos do país, na qual questionada sobre a crise e sobre a oportunidade de seu plano que incentivava viajar, respondeu: "Relaxa e goza que depois você esquece de todos os transtornos!", que teve impacto muito negativo à imagem. Ela reconheceu publicamente ter errado ao fazer esta declaração inapropriada. Apesar desse pedido, políticos, imprensa e a opinião pública passaram atacar a ministra, chamando de ofensivamente de Ministra do Turismo Sexual. Ela deixou o ministério para disputar a prefeitura de São Paulo, cargo que já havia ocupado, mas foi derrotada nas urnas pelo atual prefeito Gilberto Kassab.

A paulistana Marta é formada em psicologia pela PUC de São Paulo, mestre em psicologia clínica pela Michigan State University e pós-graduada na Stanford University. Ela ganhou notoriedade apresentando um quadro sobre sexo no programa TV Mulher, na década de 1980.

É filiada ao PT desde 1981, partido pelo qual foi deputada federal. Como deputada, de 1995 a 1998, Marta foi uma das primeiras a apresentar propostas legislativas para o reconhecimento dos direitos dos homossexuais. É dela o projeto apresentado em 1995 que estabelece pela primeira vez a união entre pessoas do mesmo sexo. A proposta até hoje não foi aprovada pela Câmara.

Em 2000, Marta foi eleita prefeita da cidade de São Paulo, com 3.248.115 votos, substituindo a Celso Pitta.

Eleita para o Senado em 2011, Marta Suplicy é a atual vice-presidenta da Casa.

Marta foi casada durante 36 anos com o economista e senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com quem teve três filhos: Eduardo, André e João. Aos 67 anos, Marta tem cinco netos: Téo, Bernardo, Maria Luíza, Laura e Felipe.

Controvérsia[editar]

Marta Suplicy, disse que recebeu o convite diretamente da presidenta, em um telefonema, e que será um desafio “honroso” e “surpreendente” o comando do ministério: “Vou tomar contato do ministério, estudá-lo antes de me pronunciar. Vou, com muita humildade, estudar todas as questões do ministério, que considero fantástico, e temos muitas coisas para fazer”, disse a senadora. “É um convite honroso e surpreendente. Vou assumir o ministério, um desafio interessante e estou muito honrada com o convite. Sou do governo e se a presidenta acha que eu devo exercer a função no ministério, vou atendê-la”.

Marta negou que a indicação tenha sido motivada por sua participação na campanha do candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Contrariada por ter sido preterida na disputa pela indicação do partido, a senadora vinha se negando a participar de eventos públicos em favor de Haddad até a semana passada.

“Não [tem relação]. Desde o começo da campanha do Haddad eu disse que na hora que fosse fazer a diferença entraria e entrei. Não tem nenhum vínculo [com a indicação]”, disse Marta.

Fontes[editar]

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