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Maduro diz que oito navios dos Estados Unidos com 1.200 mísseis 'apontam para a Venezuela'

De Wikinotícias

1 de setembro de 2025

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Nessa segunda (1), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou que oito embarcações militares dos Estados Unidos e 1.200 mísseis estão direcionados ao seu país. Essa declaração foi uma resposta à mobilização antinarcóticos anunciada por Washington nas águas caribenhas.

Os Estados Unidos anunciaram o deslocamento de navios de guerra e aproximadamente 4 mil militares para o sul do Caribe, perto das águas territoriais da Venezuela, para ações de combate ao narcotráfico.

Durante uma reunião com a imprensa internacional em Caracas, Maduro afirmou: "A Venezuela está enfrentando a maior ameaça já vista em nosso continente nos últimos 100 anos".

De acordo com o presidente da Venezuela, os "oito navios militares com 1.200 mísseis e um submarino" direcionados ao país representam "uma ameaça extravagante, injustificável, imoral e absolutamente criminosa, sangrenta".

O governo venezuelano rejeitou as alegações dos Estados Unidos de que o país e sua liderança são fundamentais para o tráfico internacional de drogas. O líder chavista também fez declarações ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, estava buscando causar desavenças na América do Sul.

"Sr. Presidente Donald Trump, o senhor precisa se cuidar, porque Marco Rubio quer manchar suas mãos com sangue", afirmou ele. Maduro advertiu sobre a possibilidade de uma "guerra em larga escala em todo o continente" caso as tensões se intensifiquem.

Nas últimas semanas, as tensões entre os Estados Unidos e Venezuela cresceram em meio a um grande deslocamento de tropas navais americanas para o sul do Caribe e águas adjacentes, operação que, segundo autoridades dos Estados Unidos, tem como objetivo enfrentar as ameaças dos cartéis de drogas da América Latina.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, estabeleceu a repressão aos cartéis de drogas como um objetivo central de sua administração, como parte de uma estratégia mais abrangente para restringir a imigração e proteger a fronteira sul do país.

Fontes