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Maduro comparecerá amanhã a tribunal de Nova Iorque após ser capturado na Venezuela

De Wikinotícias

4 de janeiro de 2026

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Nesse domingo (4), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, comparecerão amanhã a um tribunal em Nova Iorque, após serem acusados pela Justiça dos Estados Unidos de quatro crimes. O casal se apresentará ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan às 14h (12h no horário local). A corte divulgou a informação hoje.

Maduro é acusado das mesmas infrações de uma denúncia anterior, feita em 2020 em um tribunal federal em Manhattan. De acordo com o jornal britânico The Guardian, uma nova acusação, que envolve sua esposa, foi apresentada em sigilo no Distrito Sul de Nova Iorque pouco antes do Natal. De acordo com o jornal The New York Times, o julgamento do caso pode levar mais de um ano.

Essa estimativa é usual para casos desse tipo, porém pode divergir devido ao caráter atípico. A Suprema Corte da Venezuela decidiu hoje que a vice-presidente Delcy Rodríguez deve assumir o cargo de presidente interina.

O tribunal ainda determinará a configuração jurídica do poder no país. Após a decisão, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy como presidente. O anúncio foi feito pelo general Vladimir Padrino López, ministro da Defesa. O governo brasileiro admitiu que a vice-presidente está à frente do país.

Na falta do presidente atual, Maduro, quem assume é a vice. "Ela ocupa o cargo de presidente interina", afirmou Maria Laura da Rocha, que ontem exerceu interinamente a função de Ministra das Relações Exteriores.

O Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque informou que a audiência será presidida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein. No sábado (3), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação contra Maduro, relacionada a um caso criminal por tráfico de drogas que o governo federal vem conduzindo há 15 anos.

Hellerstein tem supervisionado o caso por mais de dez anos. O juiz de 92 anos, nomeado por Clinton, é um magistrado com vasta experiência, tendo trabalhado em vários casos de grande importância.

Na acusação apresentada no sábado (3), o Departamento de Justiça afirma que Maduro e seus aliados converteram as instituições da Venezuela em um centro de corrupção financiado pelo narcotráfico para seu próprio proveito.

De acordo com Elie Honig, analista jurídico da CNN e ex-promotor federal, os advogados do ditador devem argumentar que Maduro não pode ser processado por ações realizadas enquanto era chefe de Estado de um país estrangeiro.

Fontes