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Maduro acusa Estados Unidos de tentarem invadir Venezuela e ameaça recorrer à luta armada

De Wikinotícias

1 de setembro de 2025

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Nessa segunda (1), o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, declarou que está pronto para começar uma "luta armada" se o país for atacado pelos Estados Unidos. A declaração foi feita em meio ao aumento da tensão causado pela mobilização militar dos Estados Unidos nas águas do Caribe, que Caracas vê como uma ameaça direta à sua soberania.

Durante uma coletiva de imprensa em Caracas com correspondentes internacionais, Maduro afirmou: "Nós estamos em um período especial de preparação máxima. E, em qualquer circunstância, vamos garantir o funcionamento do país".

O presidente da Venezuela afirmou que oito embarcações de superfície armadas com aproximadamente 1.200 mísseis, além de um submarino americano, estão posicionadas de forma estratégica para intimidar o país. "É a maior ameaça que nosso continente já enfrentou nos últimos 100 anos", afirmou, e que "trata-se de uma ação injustificável, imoral, absolutamente criminosa e sangrenta".

Além disso, Maduro acusou Washington de tentar orquestrar uma mudança de governo no país, apesar de os Estados Unidos não terem se pronunciado publicamente sobre uma possível invasão. "Se a Venezuela for agredida, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional, da história e do povo da Venezuela", declarou o presidente.

Em uma rara coletiva de imprensa, Maduro declarou que os navios de guerra e um submarino "apontam" para o território venezuelano e transportam 1.200 mísseis, todos direcionados à Venezuela.

Ele descreveu o envio das embarcações como "a maior ameaça à América Latina do último século" e declarou que a Venezuela não se submeterá a ameaças.

"Se a Venezuela for agredida, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional e da história e do povo da Venezuela", complementou.

Alegando que se tratava de uma operação contra cartéis de drogas da América Latina, o governo de Donald Trump enviou navios de guerra, um submarino e aviões espiões para a costa da Venezuela em meados de agosto.

Fontes