Ir para o conteúdo

Macron viaja na segunda-feira ao Egito para apoiar acordo de paz em Gaza

De Wikinotícias

12 de outubro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Na segunda (13), o presidente francês, Emmanuel Macron, irá ao Egito para apoiar o acordo de cessar-fogo em Gaza, mediado pelos Estados Unidos, e discutir a execução das próximas etapas, conforme anunciado pelo Palácio do Eliseu neste sábado (11).

Não foi especificado pela Presidência francesa se Macron terá um encontro com Donald Trump, seu homólogo americano, que também pretende viajar ao Egito.

Macron irá a Sharm el-Sheikh, o resort egípcio às margens do Mar Vermelho, onde ocorreram as negociações indiretas entre o Hamas e Israel que resultaram em um acordo de cessar-fogo em Gaza.

O Palácio do Eliseu indicou que Macron continuará as conversas "sobre os próximos passos na implementação do plano de paz".

A Presidência francesa informou que a visita de Macron integra uma ação conjunta franco-saudita para fomentar a paz e a segurança no Oriente Médio, fundamentada na "solução de dois Estados".

Na quinta-feira, no Egito, Israel e Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo, que começou a valer na sexta-feira. O acordo prevê a liberação dos reféns mantidos em Gaza em até 72 horas em troca de prisioneiros detidos por Israel.

Este acordo se fundamenta em um plano apresentado por Donald Trump no final de setembro, com o objetivo de encerrar dois anos de conflito no território palestino.

O segundo ponto deste plano de 20 pontos, que está no centro das discordâncias entre Israel e Hamas, refere-se à desarmamento do movimento islâmico, ao exílio de seus combatentes e à continuidade da retirada progressiva de Israel de Gaza.

O objetivo do cessar-fogo é acabar com dois anos de conflito em Gaza, que foi desencadeado pelos ataques ao país, liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Esses ataques resultaram em aproximadamente 1.200 mortes e 251 sequestrados.

A retaliação de Israel resultou em mais de 67 mil mortes e cerca de 170 mil feridos, principalmente civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza (sob tutela do Hamas), considerados credíveis pela ONU.