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Macron pede que Israel renuncie a ambições territoriais e que Líbano desarme Hezbollah

De Wikinotícias

22 de abril de 2026

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Nessa terça (21), o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que "acreditamos no desarmamento do Hezbollah pelas Forças Armadas Libanesas", seja por meio da força ou da negociação, conforme o "caminho" que as autoridades de Beirute decidirem". "Enquanto houver uma força que ocupe o território libanês ou bombardeie o país, ela enfraquece a capacidade de desarmar o Hezbollah de forma duradoura", afirmou.

O presidente francês reiterou que a frágil trégua de dez dias entre Israel e grupo Hezbollah, que começou na sexta-feira (17), deve ser ampliada para permitir o início de uma verdadeira dinâmica de estabilização. O líder centrista também apoiou um pacto político que "garanta a segurança dos dois países, a integridade territorial do Líbano e estabeleça as bases para a normalização de suas relações".

Macron também declarou que Paris "estará ao lado do Líbano nas próximas etapas" e assegurou que a França continuará presente no território libanês mesmo após a retirada da Unifil, a força da ONU no país. Em fevereiro, as Nações Unidas comunicaram a intenção de retirar a maior parte dos capacetes azuis presentes no Líbano até meados de 2027, uma vez que o mandato para a atuação desses militares chega ao fim no final deste ano.

Na terça-feira, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou que seu governo não procura um confronto com o Hezbollah, grupo respaldado pelo Irã. Entretanto, afirmou que não será intimidado enquanto se prepara para negociações diretas com Israel para encerrar o conflito.

Salam e o presidente francês, Emmanuel Macron, se encontraram em Paris para discutir maneiras de reforçar a posição do Líbano em eventuais negociações diretas com Israel, ao mesmo tempo em que Beirute busca o apoio de um aliado europeu confiável.

Na quinta-feira, os Estados Unidos realizarão conversas em nível de embaixadores com representantes de Israel e Líbano, mas ainda não se sabe se o objetivo é prolongar o frágil cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Hezbollah ou iniciar negociações mais abrangentes.

"Continuamos nessa trajetória, convictos de que a diplomacia não é sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar nenhuma via inexplorada na restauração da soberania do meu país e na proteção do seu povo", afirmou Salam.

As forças israelenses ocupam uma área no extremo sul do país com a finalidade de estabelecer uma zona de segurança para proteger o norte de Israel de ataques do Hezbollah. Ao mesmo tempo, o grupo declara que mantém o "direito de resistir" à ocupação israelense.

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