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Macron nomeia novo governo para tentar amenizar crise política na França

De Wikinotícias

13 de outubro de 2025

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Nesse domingo (12), em meio a uma crise política, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou o novo governo de seu primeiro-ministro de centro-direita, Sébastien Lecornu. O governo se destaca pela entrada de funcionários com perfil técnico.

Uma semana após a formação do governo anterior, que durou apenas 14 horas, Macron estabeleceu o novo governo. Apesar de Lecornu, 39, ter renunciado na segunda-feira passada (6), o presidente reafirmou sua confiança nele na sexta-feira passada (10), permitindo que ele permanecesse no cargo.

Lecornu sugeriu ao presidente que seu segundo gabinete de 34 integrantes fosse composto por "uma mistura de sociedade civil com perfis experientes e jovens parlamentares" para "fazer surgir novos rostos", de acordo com pessoas próximas a ele.

Dentre as novidades, destaca-se a nomeação de Laurent Nuñez, prefeito de polícia de Paris, como ministro do Interior, e de Jean-Pierre Farandou, chefe da companhia nacional de trens SNCF, como ministro do Trabalho.

Nuñez assume o lugar do conservador Bruno Retailleau, cujas críticas à formação do governo anterior levaram à renúncia de Lecornu e à crise da semana passada.

O principal objetivo do novo governo é "dar um orçamento à França antes do fim do ano", segundo Lecornu, em declaração na rede social X. Ele destacou que os novos ministros aceitaram os convites "com total liberdade" e "acima de interesses partidários". A principal missão será elaborar rapidamente um orçamento para 2026 que obtenha a maioria na Assembleia Nacional (câmara baixa) e possibilite o equilíbrio das contas públicas, que em junho alcançaram um nível de endividamento de 115,6% do PIB.

Mathilde Panot, líder parlamentar da França Insubmissa (LFI, esquerda radical), fez uma ironia na rede social X: "Um conselho para os recém-chegados: não desfaçam suas caixas muito rápido". Os socialistas demandam a paralisação da impopular reforma da previdência de 2023, implementada por meio de decreto por Macron. Por enquanto, o primeiro-ministro apenas afirmou que está receptivo ao "debate" parlamentar. Se o seu governo cair, o presidente poderá antecipar as eleições legislativas mais uma vez. Esse foi o cenário de 2024, quando houve uma Assembleia sem maiorias e a extrema-direita liderou as pesquisas.

O primeiro Conselho de Ministros ocorrerá na terça-feira, pois Macron viajará ao Egito no dia anterior para apoiar o acordo de cessar-fogo em Gaza. Dentre os novos integrantes, sobressaem-se Laurent Nuñez, antigo prefeito de polícia de Paris, agora ministro do Interior, e Jean-Pierre Farandou, líder da companhia ferroviária nacional SNCF, que passa a comandar o Ministério do Trabalho. Édouard Geffray, do Ministério da Educação, e Monique Barbut, ex-presidente da ONG ambiental WWF, são outros exemplos de perfis técnicos (Transição Ecológica).

Nuñez assume o cargo de ministro após o líder do partido conservador Os Republicanos (LR), Bruno Retailleau, cujas críticas à formação do governo anterior levaram à renúncia de Lecornu. Apesar da decisão do LR de deixar o governo no sábado, seis de seus integrantes aceitaram posições ministeriais e foram prontamente expulsos do partido. Lecornu solicitou que os integrantes de seu gabinete não tivessem aspirações presidenciais para 2027, ano em que Macron estará impedido de concorrer.