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Macron descumpre prazo para nomeação de novo primeiro-ministro e eleva tensão política na França

De Wikinotícias

10 de outubro de 2025

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Nessa sexta (10), o presidente francês Emmanuel Macron reconduziu Sébastien Lecornu, do centro-direita, ao cargo de primeiro-ministro. Sua demissão no início da semana intensificou a grave crise política que vem afetando a França desde 2024.

Em um comunicado breve, sem fornecer mais informações, a Presidência francesa anunciou: "O presidente nomeou Sébastien Lecornu como primeiro-ministro e o encarregou de formar o governo".

Ao longo da tarde, Macron se reuniu com líderes centristas, de direita, socialistas, ecologistas e comunistas no Palácio do Eliseu para discutir o impasse causado pela ausência de uma maioria na Assembleia de deputados. Os representantes da França Insubmissa (LFI) e da Reunião Nacional (RN) – respectivamente de esquerda radical e de extrema direita – não foram convidados para a reunião, que teve duração de duas horas e meia. Após as conversas, Macron rejeitou a ideia de indicar um primeiro-ministro de esquerda.

A ausência de um líder governamental aumenta as tensões em relação à crise política que se instalou após a renúncia inesperada de Sébastien Lecornu na manhã de segunda-feira (6). Lecornu, um dos homens mais próximos de Macron e ex-ministro das Forças Armadas, tentou negociar uma base de sustentação no Parlamento, mas após 27 dias acabou renunciando ao cargo por falta de apoio da oposição. Desde a reeleição de Macron em 2022, ele ocupou o cargo de quinto primeiro-ministro.

Imediatamente após a reunião, socialistas e ecologistas expressaram sua decepção por não terem sido incluídos na decisão de Macron. Alguns políticos fizeram declarações preliminares sugerindo opções para a escolha presidencial do próximo primeiro-ministro. "O primeiro-ministro não será do nosso campo político", lamentou Marine Tondelier, integrante do partido Ecologistas e da Nova Frente Popular, à esquerda. Ela se mostrou "chocada" com a postura do líder francês.

O líder do Partido Socialista, Olivier Faure, lamentou que Emmanuel Macron não tenha dado "nenhuma resposta clara" sobre "poder de compra, aposentadorias ou qualquer outro assunto" aos jornalistas que aguardavam na saída do Eliseu.

Fontes