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Líderes europeus defendem navegação livre em Ormuz enquanto planejam missão naval internacional

De Wikinotícias

18 de abril de 2026

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Nessa sexta (17), após a reabertura da rota para embarcações comerciais, a União Europeia e líderes europeus apoiaram a preservação da livre navegação no Estreito de Ormuz, enfatizando que qualquer limitação ou imposição de tarifas viola o direito internacional.

Kaja Kallas, chefe de política externa da União Europeia, declarou que o tráfego por rotas como Ormuz deve continuar "aberta e gratuita", alertando que qualquer sistema de cobrança estabeleceria um "precedente perigoso" para as rotas marítimas globais. De acordo com ela, o Irã deve desistir da ideia de taxar o fluxo.

Kallas mencionou que a Europa pode expandir rapidamente sua presença naval na área, usando a missão Aspides, que já está em operação no Mar Vermelho, como base para salvaguardar o transporte marítimo.

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, considerou a reabertura do estreito como um passo positivo, porém enfatizou que a solução deve ser "duradoura e viável", sem taxas de pedágio ou limitações. Ele declarou que Reino Unido, França e aliados internacionais estão progredindo em um plano conjunto para assegurar a liberdade de navegação.

Na sexta-feira, líderes europeus anunciaram que estavam acelerando os planos para uma missão multinacional neutra e defensiva com o objetivo de assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Isso ocorreu mesmo após o Irã ter afirmado que a hidrovia estava totalmente reaberta ao tráfego marítimo durante o restante do cessar-fogo, que termina em 22 de abril.

A reunião em Paris, copresidida pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, contou com a participação de 49 países, na maioria por videoconferência. O objetivo do encontro foi discutir uma futura operação defensiva para assegurar a liberdade de navegação assim que as circunstâncias permitirem.

Os Estados Unidos não se envolveram na ação, considerada pela França e pelo Reino Unido como distinta dos beligerantes e separada da política de bloqueio de Washington, que ainda está em vigor, de acordo com Donald Trump.

Em uma postagem nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos declarou em letras maiúsculas que o bloqueio da Marinha americana aos portos do Irã continuará "ATÉ QUE NOSSA TRANSAÇÃO COM O IRÃ ESTEJA 100% CONCLUÍDA".

Macron elogiou tanto o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos quanto a trégua no Líbano, afirmando que os acontecimentos mais recentes estavam seguindo "na direção certa". Porém, enfatizou que todas as partes devem assegurar a reabertura completa, imediata e sem condições do estreito.

Fontes