Ir para o conteúdo

Líderes da União Europeia fazem cúpula de emergência hoje para reavaliar relação com Estados Unidos

De Wikinotícias

22 de janeiro de 2026

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa quinta (22), após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas e até mesmo tomar medidas militares para obter a Groenlândia, a confiança na relação transatlântica foi seriamente abalada, segundo diplomatas. Em uma cúpula de emergência hoje, os líderes da União Europeia reavaliarão seus vínculos com os Estados Unidos.

Trump recuou de forma repentina ontem de sua ameaça de tarifas contra oito países europeus, abandonou a ideia de usar a força para adquirir a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e indicou que um acordo estava prestes a ser feito para resolver o conflito.

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, elogiou a decisão de Trump de recuar sobre a Groenlândia e pediu aos europeus que não descartassem apressadamente a parceria transatlântica.

No entanto, os governos da União Europeia continuam cautelosos em relação a uma nova mudança de opinião de um presidente imprevisível, visto cada vez mais como um valentão que a Europa precisará enfrentar. Eles estão focados em desenvolver um plano de longo prazo para lidar com os Estados Unidos durante este governo e, possivelmente, com seus sucessores.

"Trump atravessou o Rubicão. Ele pode fazer isso novamente. Não há como voltar ao que era antes. E líderes discutirão isso", afirmou um diplomata da União Europeia, ressaltando que o bloco precisa reduzir sua forte dependência dos Estados Unidos em diversos setores, e que "precisamos tentar mantê-lo (Trump) por perto enquanto trabalhamos para nos tornarmos mais independentes dos Estados Unidos. É um processo, provavelmente longo".

A maneira como Trump tratou a questão da Groenlândia gerou antagonismo entre os aliados dos Estados Unidos na Europa e em outras regiões, resultando até em trocas de farpas entre ele e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Carney, um político normalmente reservado, tornou-se viral com suas afirmações feitas na terça-feira em Davos, local onde proferiu um discurso um dia antes de Trump. Carney declarou que a ordem global que os Estados Unidos estabeleceram e lideraram por 80 anos não está apenas enfraquecida, mas em colapso.

Após ouvir os argumentos apresentados ontem, é provável que a Suprema Corte impeça a tentativa de Trump de remover Lisa Cook do conselho diretor do Federal Reserve. Trump fez esforços notáveis para pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros, uma medida que os políticos geralmente buscam para estimular a economia antes das eleições.