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Líder supremo do Irã rejeita negociação direta com Estados Unidos: 'Problemas insolúveis'

De Wikinotícias

24 de agosto de 2025

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Nesse domingo (24), depois de mais de 24 dias fora do cenário político, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, fez uma aparição pública. Ele reiterou a rejeição de qualquer negociação direta com os Estados Unidos e pediu unidade contra o que chamou de esforços dos Estados Unidos para "subjugar" o Irã.

O líder iraniano esteve presente na mesquita localizada em sua residência, no centro de Teerã. Durante seu discurso, o aiatolá Ali Khamenei declarou que apoiar negociações diretas com Washington era uma concepção simplista, pois, segundo ele, os Estados Unidos pretendiam controlar o país.

"Aqueles que dizem 'por que vocês não negociam diretamente com os Estados Unidos para resolver seus problemas?' estão apenas enxergando a superfície. Nossos problemas são insolúveis. Os norte-americanos querem que o Irã esteja sob seu comando", afirmou Ali Khamenei.

Seus comentários, divulgados em seu site oficial, constituem uma das poucas declarações feitas desde o cessar-fogo anunciado por Washington em 24 de junho, que pôs fim a um conflito de 12 dias entre Israel e Irã.

As declarações do aiatolá ocorreram após o acordo entre Irã e potências europeias na sexta-feira para retomar as negociações visando reiniciar as discussões sobre a contenção do enriquecimento nuclear de Teerã.

"Eles querem que o Irã seja obediente aos Estados Unidos. A nação iraniana usará todo o seu poder contra aqueles que têm expectativas tão errôneas", teria afirmado o aiatolá Ali Khamenei.

"As pessoas que nos pedem para não lançar slogans contra os Estados Unidos… para ter negociações diretas com os Estados Unidos só veem as aparências… Esta questão é insolúvel", complementou.

França, Reino Unido e Alemanha afirmaram que poderiam reimplantar as sanções da ONU ao Irã por meio de um mecanismo de "retorno instantâneo" caso Teerã não retome as negociações.