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Líbano acusa Israel de construir muro em seu território e protestará na ONU

De Wikinotícias

16 de novembro de 2025

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Nesse sábado (15), o Líbano anunciou que levará Israel ao Conselho de Segurança da ONU devido à construção de um muro no sul do país. A Força Interina das Nações Unidas no Líbano, conhecida como Unifil, já havia feito essa afirmação no dia anterior.

Israel negou as alegações feitas pela Unifil, afirmando que estava "reforçando a barreira física" ao longo da linha de demarcação com seu vizinho do norte, porém não em território libanês.

O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, informou que deu a ordem para "apresentar uma queixa urgente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Israel por construir um muro de cimento na fronteira sul do Líbano, através da Linha Azul", que demarca a fronteira entre as duas nações.

Ele solicitou que a reclamação "seja acompanhada de relatórios apresentados pela ONU que refutam a negação por parte de Israel da construção do muro".

A Unifil havia declarado em um comunicado que descobriu "um muro de cimento construído pelas Forças de Defesa de Israel no sudoeste de Yaroun".

Na sexta-feira, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) acusou Israel de infringir a soberania libanesa ao erguer muros em território libanês próximo à fronteira, acusações que foram negadas por Telavive.

O exército israelita, por outro lado, negou as acusações, admitindo, entretanto, que está construindo uma barreira de reforço ao longo da linha de demarcação entre Israel e Líbano.

Este muro "faz parte de um plano mais vasto [do exército] cuja construção começou em 2022", afirmou um porta-voz militar israelita à agência de notícias France-Presse (AFP).

Apesar de um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, Israel tem realizado bombardeios constantes no Líbano nas últimas semanas, justificando suas ações com violações do acordo pelo grupo xiita libanês Hezbollah.

O Hezbollah faz parte do denominado eixo de resistência respaldado por Teerã e se envolveu em confrontos militares com Israel logo após o início do conflito na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, em apoio ao aliado palestino Hamas.