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Kremlin diz que perspectivas de paz não melhoraram com mudanças da União Europeia em propostas dos Estados Unidos

De Wikinotícias

21 de dezembro de 2025

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Nesse domingo (21), o principal conselheiro de política externa do presidente russo Vladimir Putin afirmou neste domingo que as alterações feitas pelos europeus e por Kiev nas propostas dos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia não melhoraram as chances de paz.

As propostas dos Estados Unidos para encerrar a guerra de quase quatro anos, que foram divulgadas pela mídia no mês passado, geraram preocupações na Europa e na Ucrânia de que estavam excessivamente favoráveis à Rússia e que a administração do presidente Donald Trump poderia pressionar Kiev a fazer concessões excessivas.

Desde aquele momento, representantes europeus e ucranianos têm se encontrado com enviados de Trump na tentativa de incluir suas próprias sugestões nos rascunhos americanos, apesar de o conteúdo exato da proposta atual não ter sido revelado.

Yuri Ushakov, conselheiro de política externa do Kremlin, afirmou a jornalistas em Moscou que as alterações na Europa e na Ucrânia não elevarão as possibilidades de paz.

"Isso não é uma previsão", afirmou Ushakov às agências de notícias russas, apesar de ter declarado que ainda não havia visto as propostas concretas no papel.

Kirill Dmitriev, representante do Kremlin, manifestou otimismo em declarações breves a jornalistas em Miami no sábado, após encontros com negociadores dos Estados Unidos. "As discussões são construtivas", afirmou ele, e que "elas começaram e continuaram hoje e continuarão amanhã".

Na semana passada, negociadores da Ucrânia, Europa e Estados Unidos afirmaram que Kiev obteve garantias de segurança sólidas, entre elas uma que refletiria o Artigo 5 da OTAN, garantindo uma resposta conjunta dos aliados da Ucrânia em caso de novos ataques por Moscou.

O Kremlin expressou dúvidas sobre a aceitação de quaisquer termos acordados. No domingo, Yuri Ushakov, assessor de relações exteriores de Putin, declarou a repórteres que as alterações no plano de paz solicitadas por Kiev e pelos europeus "certamente não melhoram os documentos nem aumentam as perspectivas de alcançar uma paz duradoura", conforme noticiado pela agência de notícias estatal russa Tass.

Por outro lado, o senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, afirmou no programa "Meet the Press" da NBC News no domingo que os negociadores americanos corriam o risco de "superestimar" a disposição de Putin para encerrar a guerra, à medida que as negociações se prolongam e o conflito persiste.

"Acho que Putin vai continuar a tomar o Donbas pela força até que aumentemos a pressão", afirmou à moderadora do programa "Meet the Press", Kristen Welker. Ele acrescentou: "Continuamos a dialogar com a Rússia, continuamos a tentar atrair Putin para a mesa de negociações de paz, e ele rejeita todos os nossos esforços".