Justiça dos Estados Unidos investiga possível esquema de suborno por perdão na Casa Branca

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2 de dezembro de 2020

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) está investigando um possível crime envolvendo suborno e indultos presidenciais, de acordo com documentos judiciais.

Os documentos divulgados pelo juiz-chefe do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, com os nomes das pessoas envolvidas apagados, descrevem que procuradores federais buscaram acesso, no final de agosto, ao conteúdo de dispositivos digitais apreendidos pelo governo.

O conteúdo dos dispositivos incluía conversas por e-mail com um advogado e pode ter sido protegido pelo privilégio advogado-cliente. Os promotores argumentaram que esse privilégio foi violado quando os materiais foram mostrados a terceiros.

Os promotores disseram ao tribunal que esperavam encontrar evidências de que certos indivíduos ilegalmente "agiram como lobistas para altos funcionários da Casa Branca (...) para garantir o perdão ou suspensão de sentenças" para alguém cujo nome também estava no documento.

O documento também cita "um esquema cospiratório de suborno relacionado" envolvendo a oferta de "uma contribuição política substancial em troca de perdão ou suspensão da sentença".

O documento indica que os promotores tiveram permissão para acessar os dispositivos a fim de utilizar o material para confrontar qualquer sujeito ou alvo da investigação. No entanto, não houve nenhum relatório público até o momento para sugerir que alguém foi acusado de um crime relacionado à investigação.

A Casa Branca recusou um pedido da VOA para comentar o assunto. Horas depois, Trump tuitou, "as investigações sobre 'perdão' são fake news".

Separadamente, hoje o New York Times noticiou que o presidente Donald Trump discutiu com conselheiros a perspectiva de conceder perdões preventivos a seus filhos Eric, Donald e Ivanka e ao seu advogado pessoal, Rudy Giuliani. A ABC News também informou hoje que os assessores de Trump discutiram tais perdões.

Em um tuíte, Giuliani negou ter discutido um possível perdão preventivo para si mesmo com Trump. "O NYT mente de novo. Nunca houve a discussão que eles atribuem falsamente a uma fonte anônima", postou Giuliani.

Nem Giuliani nem qualquer um dos Trump foi acusados ​​de qualquer crime federal e não está claro como exatamente um perdão preventivo funcionaria legalmente. Um presidente pode conceder perdões para crimes federais, mas não para crimes estaduais ou locais.

Trump emitiu alguns perdões e comutações para seus aliados.

Na semana passada, ele perdoou Michael Flynn, que serviu brevemente como conselheiro de segurança nacional no início do mandato de Trump. Em julho, Trump comutou a sentença de seu conselheiro de longa data, Roger Stone.

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