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Juiz dos Estados Unidos rejeita divisão do Google em caso antimonopólio

De Wikinotícias

2 de setembro de 2025

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Nessa terça (2), um juiz federal dos Estados Unidos negou o pedido do governo americano para que o Google vendesse seu navegador Chrome em um caso antimonopólio significativo. No entanto, ele implementou medidas para aumentar a competitividade das buscas online.

A decisão histórica foi tomada após o juiz Amit Mehta declarar, em agosto de 2024, que o Google mantinha ilegalmente o monopólio nas buscas online por meio de acordos de distribuição exclusivos que geravam bilhões de dólares por ano.

A decisão do juiz no caso do Google constitui um dos vereditos mais relevantes contra práticas monopolistas empresariais nos últimos 20 anos.

O governo exigiu a venda do Chrome, um navegador que desempenha um papel fundamental em todas as atividades online e é responsável por um terço de todas as pesquisas no Google.

A decisão de 226 páginas proferida pelo Juiz Distrital dos Estados Unidos Amit Mehta, em Washington, D.C., deverá ter um impacto significativo no setor tecnológico, que está passando por uma reestruturação devido aos avanços em inteligência artificial — incluindo os "mecanismos de resposta" conversacionais. Isso ocorre enquanto empresas como ChatGPT e Perplexity buscam desafiar a posição histórica do Google como principal portal de acesso à internet.

As inovações e a competição provocadas pela inteligência artificial generativa, também conhecida como "GenAI", transformaram a perspectiva do juiz em relação às soluções no caso antitruste que dura quase cinco anos.

"Ao contrário do caso típico em que a função do tribunal é resolver uma disputa com base em fatos históricos, aqui o tribunal é solicitado a olhar para uma bola de cristal e prever o futuro. Não é exatamente o ponto forte de um juiz", disse Mehta.

Os investidores pareceram ver a decisão como uma reprimenda leve ao Google, uma vez que as ações de sua controladora, Alphabet Inc., subiram quase 3% durante o pregão.