Juiz decreta prisão de Rogério 157 e outros integrantes do tráfico na Rocinha

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Favela "Nova Fruburgo", no Rio de Janeiro

Agência Brasil

27 de Setembro de 2017

O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do 3º Tribunal do Júri da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou nessa quinta a prisão preventiva de vários membros do tráfico de drogas da Rocinha pelo crime de homicídio qualificado. Entre eles Rogério Avelino da Silva, codinome de Rogério 157, Ivan da Silva Martins, codinome de Ivanzinho, Alan Francisco da Silva, codinome de Bilan, Michael Ferreira de Souza, o Rabicó e Horácio Ferreira do Nascimento, o Orelhinha.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 23 do mês de junho, na comunidade do Vidigal, que fica próxima à Rocinha, os réus entraram em confronto com 11 policiais militares que faziam patrulhamento de rotina. O PM Hudson Silva de Araújo foi morto no tiroteio.

Os autos do processo apontam que a quadrilha é responsável pelos conflitos que ocorrem desde domingo (17) na Rocinha, comunidade na zona sul da cidade, e também em outros pontos da cidade. Para o juiz, o perfil violento dos denunciados e a certeza de impunidade dos integrantes do tráfico têm levado à prática deste tipo de conduta corriqueiramente no estado. “Estes acusados, liderados, pelo menos os indícios sugerem, pelo acusado de vulgo Rogerinho 157, são os responsáveis pelo atual clima de terror na comunidade da Rocinha, travando guerra sangrenta responsável pela intervenção das tropas federais no estado”, apontou o juiz na decisão.

O juiz destacou, em sua decisão, que a população carioca está "assombrada com a onda de violência promovida em todas as vias públicas por criminosos armados de fuzis, todos integrantes das quadrilhas de traficantes". "Não se trata, peço vênias a quem entenda de forma diversa, de argumento genérico. Vejo como efetiva promoção de terror emocional no povo”, destacou o juiz.

Rendição

Na sexta-feira passada, quando 950 integrantes das Forças Armadas se juntaram a equipes das polícias estaduais para uma operação integrada na Rocinha, uma pessoa da família de Rogério 157 chegou a entrar em contato com o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Carlos Eduardo Thomé, para negociar a rendição do traficante. Entretanto, as conversas não prosseguiram e o familiar de Rogério 157 não mais procurou a PF.

Desde esse domingo, quando começaram os tiroteios intensos na comunidade com a tentativa de retomada do comando do tráfico no local por aliados do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, codinome de Nem da Rocinha, a localidade está ocupada por ações policiais para a localização de traficantes, de armas e de drogas.

Fontes

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