João Paulo II ora pela paz e apela para o Iraque evitar a guerra

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Agência Brasil

16 de março de 2003

Brasília — O papa João Paulo II, em um de seus mais fortes apelos contra a guerra no Iraque, pediu ao presidente iraquiano, Saddam Hussein, que não dê ao Ocidente motivo para um ataque. O papa advertiu o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o risco de uma explosão de extremismos em conseqüência de uma intervenção militar.

O pontífice fez o apelo horas antes da reunião de cúpula no arquipélago português de Açores, onde o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e os chefes de governo da Grã-Bretanha, Tony Blair , e da Espanha, José María Aznar, e de Portugal, José Manuel Durão Barroso se encontrariam para discutir o impasse sobre o Iraque.

O pronunciamento do papa neste domingo foi feito para uma multidão reunida na Praça de São Pedro, no Vaticano. "Os próximos dias serão decisivos para a crise do Iraque", disse João Paulo II, que orou para que os "líderes de todos os lados sejam inspirados pela coragem e a visão de longo prazo".

"Certamente, os líderes de Bagdad têm o dever urgente de colaborar plenamente com a comunidade internacional a fim de eliminar qualquer razão para uma intervenção armada", afirmou. "Para eles, eu dirijo meu apelo: o destino de seus cidadãos tem sempre prioridade!".

O papa também disse que queria lembrar aos países membros das Nações Unidas, e especialmente aos que compõem o Conselho de Segurança, que "o uso da força é o último recurso, após terem sido esgotadas todas as outras alternativas de resolução pacífica, de acordo com os princípios da Carta da ONU".

"Por essa razão, em face das enormes conseqüências que uma operação militar internacional teria para a população do Iraque e para o equilíbrio de todo o Oriente Médio, já tão cansado, bem como pelo extremismo que poderia advir dela, eu digo a todos: ainda há tempo para negociar, ainda há lugar para a paz", afirmou João Paulo II

"Pertenço à geração que se lembra bem, que viveu a Segunda Guerra Mundial, e que, graças a Deus, sobreviveu a ela", observou. "Por essa razão, também tenho o dever de lembrar a todos esses jovens, que não passaram por essa experiência, que digam 'guerra nunca mais', como fez o papa Paulo VI em sua primeira visita às Nações Unidas", acrescentou o papa.

João Paulo II disse que uma guerra contra o Iraque seria uma "derrota para a humanidade" e manifestou preocupação de que o mundo muçulmano visse um ataque liderado pelo Ocidente como uma cruzada cristã contra o Islã.

Na sua campanha contra um conflito no Golfo Pérsico, o papa já enviou um cardeal para manter conversações com Saddam Hussein e outro com Bush nas últimas semanas, e recebeu privadamente o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tariq Aziz.

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