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Itália bloqueará embarcações com migrantes ilegais em suas águas marítimas

De Wikinotícias

14 de fevereiro de 2026

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O Conselho de Ministros italiano, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, aprovou dias atrás um projeto de lei que autoriza bloqueios navais em suas águas marítimas com o objetivo de conter a chegada de migrantes ilegais que vêm principalmente da África pela rota do Mediterrâneo Central, uma das principais e mais perigosas rotas migratórias para a Europa.

A medida será usada em períodos de “pressão excepcional” nas fronteiras italianas e permitirá proibir a entrada em águas territoriais por até seis meses e transferir migrantes interceptados para países terceiros, como previsto no acordo Itália-Albânia.

O pacote faz parte de uma política mais rígida contra a migração ilegal, mas enfrenta críticas da oposição e questionamentos jurídicos.

Em 2025, quase 21 mil migrantes vindos de Bangladesh e quase 10 mil vindos do Egito - os dois países campeões - usaram essa rota.

As rotas do Mediterrâneo

  • Ocidental: vindos do países do noroeste da África (Somália, Mauritania, etc) os migrantes seguem até o Marrocos e Argélia, de onde se lançam ao mar para entrar na Europa através dos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilha;
  • Central: vindos de países diversos do snoroeste da África (Egito, Eritreia, etc) e também o opeste da Ásia (Bangladesh, Paquistão, etc) os migrantes seguem até a Tunísia e a Líbia, de onde partem pelo Mediterrâneo para o sul da Itâlia e para Malt. É considerada a rota de migração marítima mais perigosa do mundo;
  • Oriental: migrantes de países muçulmanos e asiáticos em conflito (Afeganistão, Sudão, etc) se lançam rumo à Turquia, de onde de onde seguem para a Grécia, Chipre e Bulgária; é a rota mais usada, com correspondendo a cerca de 1,6 milhões de migrantes de 2015-2025.

Fontes