Israelenses começam a chegar ao Egito para negociações sobre conflito em Gaza

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Agência Brasil

8 de janeiro de 2009

Representantes israelenses já chegaram ao Cairo, no Egito, para discutir uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza, segundo informações da agência argentina Télam. Ontem (7) diplomatas egípcios disseram que vão conversar separadamente com enviados de Israel, da Autoridade Nacional Palestina e do movimento Hamas sobre a proposta de trégua apresentada pela França e pelo Egito.

O chanceler egípcio, Ahmed Abul Gheit, disse que o seu país vai pedir a Israel e ao Hamas que aceitem primeiro um cessar-fogo temporário, “que levaria a um cessar-fogo permanente e consolidado”. De acordo com ele, em seguida vão ser feitas negociações com a União Européia e a Autoridade Palestina sobre como reabrir a passagem de Rafah, que liga o território egípcio ao palestino.

Ontem, Israel deu sinais de que vê o plano com bons olhos, mas não confirmou que o aceitaria. Já o Hamas quer o fim do bloqueio imposto a Gaza desde que o movimento islâmico tomou o controle da região, em 2007.

Além disso, a comunidade árabe quer uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exija o fim da ofensiva e uma retirada israelense de Gaza. Estados Unidos, Reino Unido e França defendem um texto menos duro, que enfatize que qualquer cessar-fogo durável requer o fim do bloqueio e do armamento do Hamas.

Na última noite, o Exército de Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza, com 60 ataques aéreos. De acordo com os israelenses, os alvos foram dez túneis usados pelo Hamas para esconder armas, bases policiais, aparatos de lançamento de foguetes e homens armados. No entanto, fontes palestinas afirmam que uma mesquita na Cidade de Gaza também foi destruída.

Em paralelo às negociações no Cairo, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu mais uma vez em Nova Iorque. A Líbia apresentou, com apoio dos países árabes, o rascunho de uma resolução pedindo um cessar-fogo imediato. A proposta foi criticada pelos EUA, que alegaram que a linguagem era muito crítica a Israel.

A França, o Reino Unido e os Estados Unidos apresentaram uma proposta de resolução que foi considerada mais amena. No entanto, os países árabes protestaram, dizendo que a credibilidade do Conselho de Segurança está em jogo e que uma resolução que coloque um fim na crise deve ser aprovada imediatamente.

Em 12 dias, a ação militar já provocou a morte de pelo menos 704 palestinos, dos quais se estima que 220 sejam crianças. Segundo balanço dos serviços médicos da Palestina, os feridos somam 3,1 mil.

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