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Israel mata chefe militar do Hezbollah em ataque no Líbano

De Wikinotícias

23 de novembro de 2025

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Nesse domingo (23), Israel realizou um ataque aéreo contra um edifício residencial no subúrbio de Beirute, resultando na morte do líder do Hezbollah e de mais quatro pessoas.

O Hezbollah confirmou que o líder Haytham Tabtabai foi morto na operação israelense, porém não detalhou qual era sua posição no grupo.

Desde o início do cessar-fogo em novembro de 2024, que visava pôr fim a mais de um ano de conflitos entre os países, Tabtabai foi o comandante do Hezbollah de maior patente a ser morto por Israel.

Israel aumentou recentemente seus ataques às áreas controladas pelo Hezbollah no sul e leste do Líbano, afirmando ter como alvo o movimento xiita, acusado de violar o cessar-fogo ao se rearmar e reativar sua infraestrutura.

Por outro lado, autoridades libanesas acusam Israel de descumprir o acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, prosseguindo com os ataques ao território libanês e ocupando cinco áreas estratégicas no sul do país.

A ação ocorreu em uma das principais ruas dos subúrbios sul de Beirute e foi a primeira nos arredores da capital libanesa em vários meses. Antes da explosão, moradores relataram à Reuters terem ouvido sons de aviões de guerra. Ao menos 20 pessoas ficaram feridas e foram levadas a hospitais da região, disseram fontes médicas à agência de notícias.

De acordo com o comunicado emitido pelo Exército de Israel, o ataque tinha como alvo Ali Tabtabai, chefe de gabinete interino do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Até a atualização mais recente desta reportagem, não havia sido emitida nenhuma declaração oficial sobre o incidente nem pelo Hezbollah nem pelo Ministério da Saúde do Líbano.

Um alto representante do governo dos Estados Unidos declarou que Israel não informou Washington antecipadamente sobre o ataque em Beirute. De acordo com ele, as autoridades americanas só foram notificadas logo após a operação.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou a seu gabinete no domingo de manhã, antes do ataque, que o país persistiria na luta contra o "terrorismo" em diversas frentes.

"Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar", afirmou ele.