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Israel manterá operações nas linhas de frente do Líbano, diz chefe militar

De Wikinotícias

29 de abril de 2026

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Nessa quarta (29), em meio aos ataques contínuos entre Israel e Hezbollah, o comandante militar israelense, Eyal Zamir, durante uma visita ao sul do Líbano, instruiu suas tropas a manterem-se na "linha de frente".

"Na linha de frente, não vamos cessar fogo – vocês continuarão operando, eliminando ameaças diretas e indiretas às comunidades do norte, desmantelando a infraestrutura terrorista, localizando e eliminando terroristas", afirmou ele.

Zamir declarou que, no momento, as forças armadas não irão além do que Israel denomina de "Linha de Defesa Avançada", uma área ocupada por Israel no sul do Líbano. No entanto, ele destacou que as ameaças às forças israelenses, mesmo além da denominada Linha de Defesa Avançada e do rio Litani, seriam neutralizadas.

No mês passado, um oficial militar israelense informou à CNN que o exército de Israel está atualmente posicionado a até 10 quilômetros de profundidade no Líbano. Alguns ministros do governo declararam que pretendem ir ainda mais longe, anunciando planos para controlar território até o rio Litani.

Israel reafirmou que suas forças continuarão no sul do Líbano para enfrentar as ameaças tanto às suas tropas quanto aos habitantes do norte de Israel, do outro lado da fronteira.

Na terça-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o sul do Líbano "está a receber o mesmo tratamento de Gaza", depois que o exército anunciou a destruição de túneis do grupo xiita Hezbollah na região de Qantara.

Katz declarou em um comunicado que, em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ordenou a ampliação da destruição de "todas as infraestruturas terroristas na zona de segurança até à Linha Amarela", que marca as posições das tropas israelitas, "tanto subterrânea como acima do solo, tal como em Gaza".

O ministro israelense fez uma analogia com as operações militares durante a ofensiva contra o grupo islamita palestino Hamas, que durou dois anos, de 2023 a 2025, e resultou na destruição de grande parte da Faixa de Gaza. De acordo com Katz, a intensificação das ações israelenses no sul do Líbano, mesmo com o cessar-fogo de três semanas em vigor, é justificada pela ausência de avanços do governo de Beirute no desarmamento do Hezbollah, aliado do Hamas, ambos respaldados pelo Irã.

Em um comunicado, o exército israelense afirmou ter encontrado dois túneis do Hezbollah, com uma extensão total de dois quilômetros, na região de Qantara, indicando que eram usados pelas forças de elite da milícia libanesa. O comunicado informou que os túneis foram "construídos ao longo de cerca de uma década" e estavam conectados a lançadores de mísseis "apontados para território israelita".

Fontes