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Israel diz que retomou cessar-fogo em Gaza após novos ataques que mataram 104, segundo palestinos

De Wikinotícias

29 de outubro de 2025

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Nessa quarta (29), o Exército de Israel declarou que o cessar-fogo na Faixa de Gaza foi retomado. Isso ocorreu um dia depois de o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ter ordenado uma nova série de ataques aéreos na região.

De acordo com os palestinos, a ofensiva resultou na morte de pelo menos 104 pessoas e constitui o incidente mais sério na região desde o início da trégua. A Defesa Civil de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas, afirmou ter registrado ao menos três ataques aéreos desde terça (28).

Mahmud Basal, porta-voz do ministério, declarou à AFP que a situação é "catastrófica e aterrorizante".

Após acusar o Hamas de quebrar o acordo de paz, Israel executou os ataques. Tel Aviv alegou que suas tropas foram inicialmente atacadas em Rafah, no sul de Gaza, durante operações de engenharia.

Ela também observou que elas estavam cumprindo a chamada "linha amarela", que define o recuo militar do país de acordo com o acordo de trégua. De acordo com as forças israelenses, a facção empregou atiradores de elite e um projétil antitanque na operação.

"De acordo com a diretriz da liderança política e após uma série de ataques, nos quais dezenas de alvos terroristas e terroristas foram atingidos, as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram a retomada da aplicação do cessar-fogo em resposta às violações do Hamas. As IDF continuarão a manter o acordo de cessar-fogo e responderão firmemente a qualquer violação dele", declarou o Exército israelense em um comunicado.

O Exército israelense, "mais de 30 terroristas que ocupavam posições de comando dentro das organizações terroristas que operam em Gaza" foram atingidos durante os ataques. Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, declarou que "não haverá imunidade para nenhuma liderança do Hamas", em alusão tanto aos terroristas em Gaza quanto aos negociadores no Catar.

O Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, declarou nesta quarta-feira que 104 palestinos perderam a vida e 253 ficaram feridos em bombardeios israelenses desde terça-feira. Isso ocorreu após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter ordenado novos ataques a Gaza em resposta ao que classificou como violações por parte do grupo terrorista. De acordo com o ministério, das vítimas fatais, mais da metade (66) eram mulheres ou crianças.