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Israel bombardeia sul e leste do Líbano após alertas de evacuação

De Wikinotícias

5 de janeiro de 2026

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Nessa segunda (5), após alertar que atacaria o que chamou de alvos do Hamas e Hezbollah em quatro localidades, o Exército israelense bombardeou o sul e o leste do Líbano, segundo a imprensa libanesa.

Esta foi a primeira advertência desse tipo emitida pelo Exército israelense nesse ano. Apesar do cessar-fogo com o grupo islamista Hezbollah, respaldado pelo Irã, Israel continuou a bombardear o país vizinho.

Após os avisos do Exército israelense, um fotógrafo da AFP em Kfar Hatta, um dos vilarejos atacados no sul do Líbano, presenciou dezenas de famílias deixando a região. Diversos drones sobrevoavam a cidade, que colocou suas ambulâncias e caminhões de bombeiros em estado de alerta. Bombardeios em quatro localidades foram relatados pela agência nacional de notícias libanesa, NNA.

De acordo com a agência, um ataque aéreo em Al Manara, na região leste do país, resultou na "completa destruição de uma casa e graves danos nas residências dos arredores, em carros e estabelecimentos comerciais". Em contrapartida, o Exército de Israel afirmou, por meio de um comunicado, que "começou a bombardear alvos terroristas do Hezbollah e Hamas no Líbano".

Avichay Adraee, porta-voz do Exército israelense em árabe, especificou que os povos atacados foram Kfar Hatta e Annan, ao sul, e Al Manara e Ain al Tineh, a leste.

Os ataques aconteceram poucos dias antes de o chefe do exército libanês comunicar ao governo sua missão de desarmar o Hezbollah em regiões próximas à fronteira com Israel.

Os ataques ocorreram cerca de duas horas após o porta-voz militar israelense em árabe, Avichay Adraee, ter divulgado alertas no X. Ele informou que as forças armadas iriam atacar alvos do Hezbollah e do Hamas palestino em duas vilas no leste do Vale do Bekaa e em outras duas no sul do Líbano.

Uma casa na aldeia de Manara, localizada no Vale do Bekaa, foi atingida, conforme noticiado pela Agência Nacional de Notícias do Líbano. Essa residência pertencia a Sharhabil al-Sayed, um comandante militar do Hamas que foi morto em um ataque de drone israelense em maio de 2024.

No ano passado, o exército libanês começou o processo de desarmamento de grupos palestinos. O governo declarou que, até o final de 2025, todas as áreas próximas à fronteira com Israel — conhecidas como região sul de Litani — estarão livres da presença armada do Hezbollah.