Isabel dos Santos lança Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária à Portugal Telecom (PT)

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10 de novembro de 2014

A empresária angolana Isabel dos Santos surpreendeu em pleno domingo sem negócios, ao lançar ontem a Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária à Portugal Telecom SGPS e oferece 1,35 euros por ação, ou seja, 1,211 mil milhões de euros, em Lisboa, capital portuguesa.

Em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), divulgado ontem, que a empresa Terra Peregrin, "cujos direitos de voto são totalmente imputáveis à Eng.ª Isabel dos Santos", lança OPA voluntária de aquisição de ações da Portugal Telecom SGPS.

A Terra Peregrin tenciona adquirir "a totalidade das ações ordinárias e da categoria A, nominativas e escriturais" representativas da PT SGPS.

O porta-voz de Isabel dos Santos assegura que a OPA não é hostil e adianta que o objetivo é conseguir uma participação relevante, ou seja, não apenas minoritária. Para isso, compromete-se a pagar 1,35 euros por ação, o que, segundo o mesmo comunicado, é um "prémio de cerca de 11% relativamente ao último preço de fecho das ações" em bolsa, na Euronext Lisbon, na passada sexta-feira, dia 7 de novembro. Este valor equivale a uma oferta de 1,211 mil milhões de euros.

Ainda no mesmo documento, é sublinhado que é tenção de Isabel dos Santos "manter as grandes linhas estratégicas definidas pelo conselho de administração" da PT SGPS, bem com "os objetivos inerentes aos acordos celebrados [com] a Oi, embora sujeito as algumas alterações de calendário".

Esta oferta surge após a francesa Altice ter-se proposto comprar, por 7,025 mil milhões de euros, os ativos da Portugal Telecom fora de África e excluindo a dívida da Rio Forte. A ZOPT, dona da NOS e da qual Isabel dos Santos detém metade do capital (a outra metade é da Sonae) também já tinha mostrado intenção de comprar a PT Portugal.

Agora Isabel dos Santos avança para a Portugal Telecom SGPS: a entidade que, no âmbito da fusão da PT e da Oi (a operadora brasileira já controla a PT Portugal), ficará com uma participação de 25% na nova Oi, bem como a dívida da Rioforte (a empresa do grupo Espírito Santo entretanto falida) e as opções de ações da Oi.

Fontes

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