Irã sinaliza que desconsidera sanções da ONU, dos Estados Unidos e da União Europeia

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Agência Brasil

18 de junho de 2010

Sob sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da União Europeia e dos Estados Unidos, o Irã tentou hoje (18) desprezar os efeitos das medidas. Para o governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, as informações que sustentam as restrições são “falsas”. Em comunicado oficial do Supremo Conselho de Segurança Nacional iraniano, os especialistas reiteram a manutenção do desenvolvimento do programa nuclear.

“A questão da resolução [o pacote de sanções imposto pelo conselho das Nações Unidas], contrariando todas as expectativas, é sobre as atividades nucleares pacíficas da República Islâmica do Irã, que se transformaram em torno da base de acusações falsas”, diz o comunicado. Para parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça porque supostamente produziria armas atômicas.

O documento informa ainda que a campanha norte-americana contra o Irã será inútil. “Acreditamos que a insistência da administração dos Estados Unidos em continuar no mesmo caminho imperfeito é caro, inútil e só vai resultar em descobrir a máscara injusta e equivocada do Conselho de Segurança”, diz.

O Supremo Conselho de Segurança Nacional iraniano reiterou que o país é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas (TNP) e que o programa nuclear tem fins pacíficos. No comunicado, o órgão ratifica a meta de manter na mesa de negociações o acordo nuclear, negociado pelo Brasil e a Turquia em maio. Pelo acordo, o Irã enviará 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido para a Turquia. Em troca, receberá 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

“A República Islâmica do Irã, sublinha ainda a importância da Declaração de Teerã [nome oficial do acordo nuclear] como uma boa base para uma maior solidariedade das nações independentes na luta contra a demanda excessiva por grandes potências e estabelecer relações mais fortes de paz, justiça e felicidade para a humanidade”, afirmou o órgão.

No último dia 9, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por 12 votos favoráveis o conjunto de sanções ao Irã. Apenas o Brasil e a Turquia se opuseram, enquanto o Líbano se absteve da votação. Nesta semana, os Estados Unidos e a União Europeia aprovaram mais uma série de medidas restritivas ao país. As restrições atingem principalmente os setores militar e comercial do Irã.

No comunicado do órgão iraniano, divulgado hoje, há críticas ao tratamento dispensado pela comunidade internacional ao Irã e ao ataque israelense à frota de navios com ajuda humanitária que se destinava à Faixa de Gaza – no último dia 31. “Provou-se que o Conselho de Segurança não é um fórum adequado para a manutenção da paz e da segurança internacionais nem um corpo para garantir os direitos das nações “, diz a nota.

O comunicado acrescenta que “o Conselho de Segurança provou que, enquanto os Estados Unidos se consideram formalmente comprometidos com a segurança do regime israelense e continuam a apoiar as suas atrocidades, o órgão não adotou qualquer resolução condenando os crimes do regime israelense”.

Fontes

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