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Irã diz que postura dos Estados Unidos sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista'

De Wikinotícias

16 de fevereiro de 2026

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Nessa segunda (16), na véspera de uma segunda rodada de negociações, o Irã declarou que a posição dos Estados Unidos em relação ao seu programa nuclear "se tornou mais realista".

"Uma avaliação cautelosa é que, a partir das conversas que ocorreram em Mascate (Omã), pelo menos o que nos foi informado é que a postura dos Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista", afirmou Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, conforme citado pela agência de notícias oficial Irna.

Na terça-feira (17), em Genebra, Suíça, terá início um segundo ciclo de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, com mediação de Omã. Teerã informou que houve uma "atmosfera muito positiva" durante o encontro entre negociadores dos dois países em Mascate, no começo de fevereiro.

Entretanto, ambos os lados agem com cautela, e a administração Trump não descartou a possibilidade de um ataque militar direto ao Irã. Em junho de 2025, houve uma tentativa de negociações que não teve sucesso, quando Israel deu início a uma guerra sem precedentes contra a república islâmica. O conflito durou 12 dias, e os Estados Unidos estiveram envolvidos nos bombardeios.

As autoridades dos Estados Unidos têm destacado constantemente que o Irã, e não os Estados Unidos, é o culpado pelo atraso no avanço deste longo processo de negociação.

No sábado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o presidente Donald Trump desejava um acordo, porém era "muito difícil" alcançá-lo com o Irã.

Entretanto, em entrevista à BBC em Teerã, Majid Takht-Ravanchi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que a responsabilidade agora recai "com os Estados Unidos, que precisam provar que querem um acordo". Ele acrescentou: "Se eles forem sinceros, tenho certeza de que estaremos no caminho certo para um acordo".

Trump ameaçou atacar o Irã se um acordo para restringir seu programa nuclear não for alcançado, ao passo que os Estados Unidos intensificam sua presença militar na área.

Isso aconteceu após a brutal repressão do Irã aos protestos contra o governo em todo o país no mês passado, que, de acordo com grupos de direitos humanos, causou a morte de milhares de pessoas.