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Irã descarta reabrir Estreito de Ormuz após apreensão de navios

De Wikinotícias

23 de abril de 2026

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Nessa quarta (22), o Irã garantiu que não reabrirá o Estreito de Ormuz, mesmo com a trégua e enquanto os Estados Unidos mantiverem seu bloqueio naval. Além disso, anunciou a apreensão de dois navios, um deles de bandeira panamenha, que estavam tentando transitar por essa importante rota marítima. A tensão continua elevada em Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de hidrocarbonetos e um dos principais focos do conflito iniciado em 28 de fevereiro devido aos ataques israelenses e americanos contra a República Islâmica.

"Um cessar-fogo completo só tem sentido se não for infringido mediante um bloqueio naval", afirmou Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e chefe da delegação de Teerã na primeira rodada de negociações realizada no Paquistão. "A reabertura do Estreito de Ormuz não é possível em meio a uma violação flagrante do cessar-fogo", enfatizou.

O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, não descartou a possibilidade de retomar as negociações entre os lados em conflito nos próximos dias. "É possível!", respondeu a uma jornalista do New York Post que questionou sobre a possibilidade de negociações nas próximas "36 a 72 horas", ou seja, até sexta-feira.

Nesse meio tempo, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, em inglês), o exército ideológico do Irã, declarou que havia "apreendido" dois "barcos infratores" que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz e os levou de volta à sua costa. A Casa Branca não interpretou a apreensão como uma violação do cessar-fogo estabelecido em 8 de abril, uma vez que os navios não eram nem americanos nem israelenses.

Em um comunicado, a Guarda Revolucionária, uma força armada destinada à proteção da República Islâmica, afirmou ter detido "dois navios infratores" no Estreito de Ormuz e que as embarcações foram confiscadas.

A Casa Branca afirmou que a apreensão desses navios não constitui uma violação do cessar-fogo, pois as embarcações não eram nem americanas nem israelenses. "Eram dois barcos internacionais", afirmou Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, em entrevista à Fox News.

Fontes