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Irã defende 'condições claras' para concordar com cessar-fogo na guerra com Estados Unidos e Israel

De Wikinotícias

4 de abril de 2026

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Nesse sábado (4), o Irã não descartou a intervenção do Paquistão nem de qualquer outro país para negociar a resolução do conflito no Oriente Médio. Entretanto, para alcançar uma paz duradoura, são necessárias "condições claras".

Em uma declaração à imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, fez esse esclarecimento. De acordo com ele, a posição do Irã é "deturpada pela mídia americana".

"Somos profundamente gratos ao Paquistão por seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos interessa são as condições claras para um fim definitivo e duradouro à guerra ilegal que nos está sendo imposta", acrescentou, em declaração divulgada também nas redes sociais.

O Irã anunciou que atingiu um segundo avião norte-americano que sobrevoava o Estreito de Ormuz. O primeiro avião derrubado na sexta-feira (3) foi um F-15E, com dois oficiais a bordo. Até agora, somente um dos pilotos do caça foi recuperado.

O outro piloto continua desaparecido, e o Irã suspeita de que ele esteja oculto em algum lugar. Durante as operações de busca, dois helicópteros Blackhawk também foram alvo de ataques iranianos, porém conseguiram deixar o espaço aéreo.

Nessa segunda (30), em uma declaração emitida pelo Consulado Geral do Irã em Mumbai, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão declarou que não houve "conversas diretas" com os Estados Unidos, acusando Washington de fazer "exigências excessivas e descabidas por meio de intermediários". O porta-voz afirmou que os fóruns diplomáticos do Paquistão eram "seus próprios" e enfatizou: "Não participamos".

As declarações ocorrem quando o Paquistão se apresenta como um possível intermediário no aumento do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Islamabad havia divulgado intenções de realizar conversas nos dias seguintes, porém não houve confirmação oficial por parte de Teerã ou Washington. A resposta do Irã parece questionar a credibilidade dessas iniciativas, apesar dos crescentes apelos regionais por uma redução das tensões.

O mal-entendido diplomático ocorreu em meio à intensificação das operações militares. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos prosseguiram, enquanto Teerã ampliou suas retaliações por toda a região.

Fontes