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Irã anuncia que Estreito de Ormuz está completamente aberto a navios comerciais

De Wikinotícias

18 de abril de 2026

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Nessa sexta (17), o Irã declarou a reabertura completa do Estreito de Ormuz para navios durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos. Um dos principais obstáculos nas negociações entre os dois países era o bloqueio da rota marítima.

De acordo com o governo do Irã, todos os navios podem retomar a circulação livremente durante o restante da trégua, que termina na quarta-feira (22). Depois do anúncio, houve uma queda acentuada no preço do petróleo.

"De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", afirmou Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, ao anunciar a reabertura.

Anteriormente, informações do site de monitoramento de transporte marítimo Kpler indicavam que o tráfego pelo estreito havia sido reiniciado. Na segunda-feira (13), três petroleiros iranianos partiram do Golfo do Irã, transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto. Esses foram os primeiros carregamentos desse tipo desde que os Estados Unidos bloquearam os portos iranianos.

Como reação, os preços do petróleo caíram mais de 9%, com o WTI para maio recuando para US$ 85,33 por barril, e o Brent, para US$ 90,69. Nesse meio tempo, o dólar caiu mais rapidamente, atingindo R$ 4,95, e os juros dos títulos públicos recuaram de forma geral. Por outro lado, o Ibovespa, que flertava com a possibilidade de alcançar os 200 mil pontos, começou a recuar sob a pressão do desempenho da Petrobras (PETR4).

Na quinta-feira (16), Donald Trump declarou que "a guerra no Irã está indo às mil maravilhas", reforçando suas previsões positivas sobre o término do conflito. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos havia reduzido a duração do conflito que teve início em 28 de fevereiro.

O cessar-fogo entre Líbano e Israel começou a valer nesta sexta-feira, apesar de ainda haver sinais incertos sobre sua durabilidade. Em questão de minutos, o Hezbollah acusou os israelenses de violar o acordo e declarou estar "com o dedo no gatilho" se a trégua não for respeitada.

Fontes