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Incêndio na França segue ativo após queimar 17 mil hectares

De Wikinotícias

7 de agosto de 2025

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Nessa quinta (7), bombeiros se esforçavam para controlar um incêndio que consumiu 17.000 hectares no sul da França em três dias. O primeiro-ministro François Bayrou o classificou como uma "catástrofe de magnitude sem precedentes".

O incêndio florestal, que teve início na terça-feira em uma região montanhosa próxima à cidade de Narbonne, é o mais significativo registrado na França durante este verão europeu. Até o momento, resultou na morte de uma mulher e causou danos a 36 residências.

"O objetivo é estabilizá-lo nesta quinta-feira", afirmou Christophe Magny, comandante dos bombeiros do departamento de Aude. Para apagar o incêndio, as autoridades mobilizaram 2.000 agentes.

Na região litorânea de Port-la-Nouvelle, situada a aproximadamente 30 quilômetros do incêndio, "o ar é sufocante, com aquele cheiro de queimado que se infiltrou nas casas durante a noite", relatou um morador, Serge de Souza.

De acordo com o serviço de gestão de emergências, o incêndio florestal é o maior já registrado na França até o momento neste verão, no qual já foram contabilizados cerca de 9.000 incêndios, principalmente ao longo da costa mediterrânea. "Todos os recursos do país foram mobilizados", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, na rede social X, ao mesmo tempo em que solicitava à população que agisse "com a máxima precaução". A Justiça iniciou uma investigação para descobrir as causas do incêndio que começou em Ribaute na tarde de terça-feira, mas, até agora, não há nenhuma pista privilegiada, de acordo com Roesh.

A situação foi agravada pela redução das chuvas e expansão das áreas queimadas em Aude nos últimos anos, além da remoção de vinhedos que antes contribuíam para conter a propagação dos incêndios. De acordo com Aude Damesin, moradora da região de Fabrezan, os incêndios florestais estão se tornando cada vez mais frequentes e cobrando um alto preço dos habitantes locais. "Acho trágico ver tantos incêndios desde o começo do verão", declarou, e que "é terrível para a fauna, a flora e para as pessoas que estão perdendo tudo".

Fontes