Igreja Católica quer impedir que a menina grávida do padrasto seja abortada no Brasil

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4 de março de 2009

Recife, PE, Brasil

A arquidiocese de Recife e Olinda entrou na manhã de hoje, com um pedido no Ministério Público para tentar impedir que uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos por parte do padrasto, na capital pernambucana, faça aborto. A Igreja afirma que condena qualquer tipo de morte e alega também que a mãe da menina não sabia o que estava assinando quando autorizou a interrupção da gestação.

O arcebispo de Olinda e do Recife reuniu-se com a família da criança para tentar evitar o aborto. Participaram da reunião, além do arcebispo, o advogado da arquidiocese, dois párocos e dois conselheiros tutelares. «A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas», disse o arcebispo, ao Globo.com.

A arquidiocese afirmou que parte de um princípio da moral cristã que condena qualquer tipo de morte.

Já o advogado da arquidiocese afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público de Pernambuco para tentar travar a interrupção da gravidez.

O hospital não quis comentar sobre a arquidiocese em querer impedir o aborto.

Histórico

A menina de 9 anos, que ficou grávida do padrasto, está grávida de aproximadamente quatro meses de gêmeos. A gravidez só foi descoberta quando a criança se queixou à mãe de dores na barriga, vômitos e enjôos, foi levada pela mãe ao hospital.

Ao ser cuidado pelo médico, descobriu que ele está grávida. A menina revelou que está grávida do padrasto, que o abusada sexualmente desde os 6 anos e que antes de ficar grávida, ficou menstruada e depois disso nunca houve mais.

O médico e a mãe procuraram à polícia, que prenderam o padrasto. O padrasto da criança foi preso na semana passada, em Alagoinha, onde a família vivia, quando se preparava para fugir para a Bahia. O padrasto revelou que realmente engravidou a menina e até revelou que relacionou a irmã mais velha de 14 anos. Após a prisão, a notícia repercutiu em todo o Brasil, inclusive até Portugal.

Segundo o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), onde ela esteve internada até a terça-feira, a gravidez é de alto risco para a criança devido à sua estrutura física (a menina tem 36 kg e 1,36 m). Esta denominação possibilita a interrupção legal da gravidez, pretendida pela família.

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Fontes