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Hungria bloqueia empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia à Ucrânia

De Wikinotícias

21 de fevereiro de 2026

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Nessa sexta (20), o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, anunciou em seu perfil no X, que a Hungria condicionará a liberação de um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia à Ucrânia — um país que não faz parte do bloco — à retomada das operações do oleoduto Druzhba, uma das principais rotas de escoamento do petróleo russo na Europa.

"A Ucrânia está chantageando a Hungria ao interromper o trânsito de petróleo em coordenação com Bruxelas e a oposição húngara para criar interrupções no fornecimento na Hungria e aumentar os preços dos combustíveis antes das eleições. Ao bloquear o trânsito de petróleo para a Hungria através do oleoduto Druzhba, a Ucrânia viola o Acordo de Associação União Europeia-Ucrânia, descumprindo seus compromissos com a União Europeia. Não cederemos a essa chantagem", afirmou Szijjártó.

O transporte de petróleo pelo oleoduto Druzhba foi suspenso no dia 27 de janeiro. A Ucrânia declara que um ataque com drone russo causou danos à infraestrutura do oleoduto.

Hungria e Eslováquia são os únicos países da União Europeia que ainda têm refinarias que usam petróleo russo por meio do Druzhba.

Péter Szijjártó, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, declarou que Kiev, Bruxelas e as forças da oposição estão atuando em conjunto para interferir nos fluxos de energia por motivos políticos. A controvérsia surge dias antes de uma eleição crucial na qual, de acordo com as pesquisas, o primeiro-ministro Viktor Orbán está perdendo por uma margem de dois dígitos.

Na sexta-feira, Szijjártó afirmou em uma postagem nas redes sociais: "Estamos a bloquear o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia até que o trânsito de petróleo para a Hungria através do oleoduto Druzhba seja retomado".

"A Ucrânia está a chantagear a Hungria ao suspender o trânsito de petróleo, em coordenação com Bruxelas e a oposição húngara, para criar perturbações no abastecimento na Hungria e fazer subir os preços dos combustíveis antes das eleições", agendadas para 12 de abril.

Três diplomatas informaram à Euronews que o embaixador húngaro havia apresentado objeções durante uma reunião fechada dos embaixadores da União Europeia na sexta-feira.