Histórica comunidade de Pimenteira do Ouro, em Itapetim (PE), tem três aniversários "redondos" consecutivos em 2025
Local tem passado marcado pela exploração do ouro

Itapetim, Pernambuco, Brasil • 5 de abril de 2025
Na comunidade rural de Pimenteira do Ouro, situada no município de Itapetim, no Sertão do Pajeú, o ano de 2025 ficou coincidentemente marcado por três aniversários "redondos": o centenário de Júlia Pereira de Souza, uma das fundadoras da localidade; os 30 anos da Capela de Nossa Senhora da Conceição; e o quarto de século do encerramento da exploração na antiga Mina de Pimenteira do Ouro.
Pimenteira do Ouro surgiu no início do século XX como área de terrenos particulares pertencentes à tradicional família Herculano. Em 13 de março de 1925, nasceu Júlia Pereira de Souza, figura central na formação da comunidade, conhecida até hoje como "Mãe Júlia". Integrante da família Herculano, Júlia é lembrada como uma das principais responsáveis pela formação de Pimenteira. Em 13 de dezembro de 2006, ela faleceu aos 81 anos.
A Mina de Pimenteira do Ouro foi construída e começou a ser explorada no final dos anos 1940, atraindo garimpeiros e suas famílias para o povoado. Não se deve confundí-la como a Mina de Piedade do Ouro, a maior de Itapetim, que foi descoberta na mesma década. Com a intensificação da atividade, Pimenteira cresceu. No entanto, boa parte da mineração era feita de forma clandestina até 1983, quando o Projeto Itapetim oficializou a extração no local.[1]
O crescimento desordenado gerou polêmicas sobre a ocupação da área, com muitos alegando que Pimenteira era uma região invadida. Na década de 1980, houve a inauguração do Grupo Escolar Vicente Herculano Pereira.
Em 1995, foi inaugurada a Capela de Nossa Senhora da Conceição, um importante símbolo da comunidade rural de Pimenteira do Ouro. Atualmente, é utilizada para missas durante a Festa de Nossa Senhora da Conceição, realizada anualmente desde 2022.
No fim da década de 1990, a Mina de Pimenteira do Ouro começou a apresentar sinais de esgotamento. As últimas explorações ocorreram em 1998 e 1999[2] e, em 2000, a exploração foi descontinuada, levando ao seu fechamento. Com isso, os antigos garimpeiros que residiam na região abandonaram suas residências, as quais foram invadidas e reformadas por novos moradores nos anos posteriores.
Em 2011, a praça principal da comunidade foi pavimentada com uma cerâmica de argila exclusiva de Itapetim, contendo uma placa em homenagem à centenária Mãe Júlia, assinada pelo então prefeito Adelmo Alves de Moura em 18 de setembro de 2011. Assim, foi denominada a Praça Júlia Pereira de Souza, a maior praça de uma comunidade rural de Itapetim.
Galeria
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Ruínas da mina de ouro
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Placa de Mãe Júlia
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Placa de Mãe Júlia
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Praça Júlia Pereira de Souza
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Pimenteira em 2018
Notícia Relacionada
Ligações externas
- ((pt-BR)) História de Pimenteira do Ouro — Itapetim Wiki
- ((pt-BR)) Itapetim — Wikipédia
Fontes
- Relatos de moradores locais
- ↑ ((pt-BR)) Edward Pinto de Lima. (1983). Relatório de viagem aos Projeto Itapetim e Projeto Serrita.
- ↑ PROJETO ITAPETIM - RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA ALVARÁS 721, 280, 281, 283
/96 — Superintendência Regional do Recife, 1999


