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Groenlândia rejeita proposta de Trump e diz 'não estar à venda' antes de reunião tensa em Washington

De Wikinotícias

14 de janeiro de 2026

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Nessa segunda (12), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, descartou publicamente a ideia de vender o território para os Estados Unidos, pouco antes de uma importante reunião em Washington.

Durante uma coletiva de imprensa em Copenhague, ao lado da primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, Nielsen declarou que "falar em comprar outro povo é desrespeitoso" e enfatizou que os groenlandeses "escolhem a Dinamarca".

A declaração é feita antes da reunião agendada para quarta-feira (14) na Casa Branca, que contará com a chanceler da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

Rasmussen pediu a reunião depois que o presidente Donald Trump endureceu seu discurso sobre a possibilidade de os Estados Unidos tomarem o controle da ilha.

Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, declarou que Groenlândia e Dinamarca trabalharão em conjunto: "Entramos juntos na sala, saímos juntos e falamos com os americanos juntos". A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, enfatizou a união entre os dois governos e afirmou que lidar com "pressões inaceitáveis de aliados históricos" não tem sido simples, acrescentando que "o mais difícil pode estar por vir".

"Os Estados Unidos voltaram a reiterar seu desejo de assumir o controle da Groenlândia. Isso é algo que a coalizão governamental da Groenlândia não pode aceitar sob nenhuma circunstância", declarou o escritório do primeiro-ministro da Groenlândia em um comunicado emitido na segunda-feira.

O governo da Groenândia, conhecido como Naalakkersuisut, reafirmou que o país continuará sendo parte da aliança de defesa da OTAN "para sempre".

"A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. Como parte do Reino, a Groenlândia é membro da Otan e, portanto, a defesa da Groenlândia deve ser garantida por meio da OTAN", afirmou o gabinete do primeiro-ministro.

A declaração foi emitida após seis países europeus se unirem para apoiar a Dinamarca e a Groenlândia, em resposta aos comentários do presidente americano Donald Trump sobre a compra da Groenlândia. Ele afirmou que a segurança no Ártico deve ser "alcançada coletivamente, em conjunto com os aliados da OTAN".

Fontes