Governo da Coreia do Norte condena duas jornalistas a 12 anos de trabalhos forçados

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8 de junho de 2009

Duas jornalistas estadounidenses, Euna Lee e Laura Ling, do canal norte-americano Current TV, foram condenadas a 12 anos de reforma pelo trabalho (trabalhos forçados) na Coreia do Norte por terem entrado ilegalmente no país e "atos hostis", anunciou a agência oficial do regime KCNA.

As jornalistas trabalham para a emissora co-fundada pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e foram detidas em março passado, enquanto trabalhavam numa reportagem junto à fronteira da Coreia do Norte com a China. Não está claro se elas foram levadas para a Coreia do Norte ou capturadas por guardas que cruzaram a fronteira da China.

O julgamento das jornalistas norte-americanas, que teve início na passada quinta-feira, considerou-as culpadas pelo "grave crime" de atravessar a fronteira ilegalmente, pelo que foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou a sua "profunda preocupação" provocada pela condenação das duas norte-americanas. "Instamos mais uma vez a Coreia do Norte a libertar imediatamente as duas cidadãs jornalistas norte-americanas, por razões humanitárias", sublinhava em comunicado o porta-voz do departamento de Estado, Ian Kelly.

Fontes