Governo colombiano acusa sindicalistas de apoiar guerrilheiros e grupos armados subversivos

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20 de julho de 2007

Colômbia — Segundo o governo colombiano, no último dia 13 de julho no Equador, durante encontro com grupos esquerdistas latino-americanos, os sindicatos: Sintra Unicol, Sintratelefonos e Sintraemcali assinaram uma nota em que declaram apoio às atividades subversivas de grupos armados. A mesma declaração teria sido assinada pela ELN e pelas FARC— esta última responsável pela grande parte do narcotráfico da América Latina, segundos as autoridades de vários países e Interpol.

O Vice-Presidente da Colômbia Francisco Santos exigiu que os sindicatos explicassem a declaração de apoio a grupos armados e subversivos latino-americanos. Segundo Santos declarou para a imprensa: "não se pode ter um pé na legalidade e outro na ilegalidade... estamos ou com a democracia ou contra a democracia".

No polêmico documento estão os nomes de 23 organizações, incluindo partidos comunistas da Argentina, Brasil, México e Peru. Entretanto não aparecem os nomes dos respectivos representantes.

As explicações dos sindicalistas colombianos é divergente. Alguns disseram que participaram de um encontro marxista-leninista e que foi um erro declarar apoio a grupos contra a lei, outros sindicalistas disseram que não assinaram nenhum documento de apoio a grupos armados.

O diretor do Movimento Popular Democrático do Equador, Ciro Guzmán, disse que três representantes participaram do "XI Seminario Internacional: Problemas de la Revolución en América Latina" que teria sido organizado pela mesma entidade e que avalizaram a declaração de apoio a guerrilha. Representantes das FARC e da ELN participaram do encontro segundo Guzmán.

O Presidente da CUT da Colômbia Carlos Rodríguez disse que "foi um erro participar do encontro".

O Sindicato de Trabalhadores da Empresa de Serviços Públicos de Cali, Emcali, disse que mesmo que representantes do sindicato tenham participado do encontro no Equador, "eles não firmaram nenhum documento que poderia ir contra a paz e harmonia social dos países".

Fontes