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Governo Trump quer fim da guerra da Ucrânia antes de junho, diz Zelensky

De Wikinotícias

7 de fevereiro de 2026

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Nesse sábado (7), o presidente Volodymyr Zelensky declarou que os Estados Unidos desejam que Rússia e Ucrânia cheguem a um acordo para pôr fim ao maior conflito desde a Segunda Guerra Mundial antes do verão no hemisfério norte, que se inicia em junho.

O ucraniano também declarou que Washington sugeriu uma nova série de negociações entre Kiev e Moscou a ser realizada em Miami na próxima semana. A Ucrânia confirmou sua presença.

"Os americanos estão propondo que as partes encerrem a guerra antes do início deste verão e provavelmente vão pressionar as partes a cumprir esse cronograma", afirmou Zelensky, e que "as eleições [de meio de mandato nos Estados Unidos] são definitivamente mais importantes para eles. Não sejamos ingênuos. Eles dizem que querem resolver tudo até junho".

Na quinta-feira (5), Ucrânia e Rússia finalizaram dois dias de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, sem alcançar progressos significativos. Essa foi a segunda rodada de reuniões nesse formato, e as divergências persistem.

De acordo com a Folha, uma fonte próxima ao Kremlin afirmou que os principais impasses permanecem os mesmos: Kiev não está disposta a ceder território, e Moscou não aceita que a paz seja assegurada por uma força ocidental em território ucraniano.

As afirmações de Zelensky ocorrem após mais uma reunião sem resultados entre russos e ucranianos, mediada pelos Estados Unidos em Abu Dhabi. O encontro, que terminou na sexta-feira, resultou em um acordo para uma nova troca de prisioneiros — realizada no dia anterior — e na retomada do contato militar. No entanto, questões complexas ainda precisam ser resolvidas, e não há indícios de uma solução rápida.

A Rússia não renuncia à manutenção das regiões ocupadas da Ucrânia, que representam aproximadamente 20% do território do país vizinho. Isso inclui o Donbass, uma região industrializada e abundante em recursos naturais no leste, além da Crimeia, anexada em 2014, em um ato considerado ilegal segundo o direito internacional. Durante as conversas iniciais do ano passado, Moscou demandou que, além da concessão territorial, houvesse um reconhecimento internacional da ação.

A Ucrânia nega oficialmente a possibilidade de perder territórios, apesar de essa opinião estar se tornando cada vez mais comum em um país exausto pela guerra. Além disso, exige garantias de segurança contra possíveis invasões futuras, por meio de compromissos firmados por seus aliados ocidentais. Trump impediu a entrada do país na OTAN, a principal aliança militar ocidental, porém os líderes europeus mantiveram a possibilidade de adesão à União Europeia, apesar de os prazos não estarem definidos.

"Mantemos nossa posição", afirmou Zelensky aos jornalistas, e que "não pode haver fim para a guerra sem garantias de segurança. Isso é uma certeza absoluta".