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Governo Trump processa Califórnia por redistribuição de distritos eleitorais

De Wikinotícias

14 de novembro de 2025

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Nessa quinta (13), após a aprovação na semana passada, de uma medida que estabelece novos distritos no estado, o governo de Donald Trump entrou com um processo contra a Califórnia em razão dos recentes mapas de redistribuição dos distritos eleitorais.

A mudança pode conceder à Califórnia, estado predominantemente democrata, mais cinco cadeiras na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Essa medida foi pensada como um contrapeso às tentativas republicanas de aumentar a representação do partido no Texas e em outros estados, diante da pressão de Trump.

O Departamento de Justiça atuou como autor em um processo judicial iniciado em 5 de novembro pelo Partido Republicano da Califórnia e por 19 eleitores registrados no estado. O caso questiona a Proposição 50 da Califórnia, uma iniciativa popular que autoriza o uso temporário de novos mapas de distritos para as eleições do Congresso.

Pam Bondi, secretária de Justiça dos Estados Unidos, declarou em um comunicado que "o esquema de redistribuição de distritos da Califórnia é uma descarada tomada de poder que atropela os direitos civis e zomba do processo democrático".

Um porta-voz do governador californiano Gavin Newsom afirmou que "esses perdedores perderam nas urnas e em breve também perderão nos tribunais".

Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos, cada deputado é escolhido por um distrito, que corresponde a uma área específica dentro de um estado.

Em agosto, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sugeriu alterar o mapa eleitoral do Texas para "quebrar" distritos historicamente democratas, com o objetivo de aumentar o número de republicanos eleitos no estado.

Depois que a proposta foi aprovada no Texas, o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, propôs um projeto para realizar um redesenho semelhante em seu estado, beneficiando seu partido. Porém, Trump contesta o remapeamento desta vez.

A ação do Departamento de Justiça de Trump abre caminho para uma disputa jurídica e política arriscada entre o governo republicano e o governador democrata, considerado um possível candidato à presidência em 2028.