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Governo Trump inicia operação anti-imigração de larga escala em Massachusetts

De Wikinotícias

7 de setembro de 2025

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Nesse domingo (7), o governo de Donald Trump deu início a uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) em Massachusetts, afirmando que o objetivo era "o pior do pior dos criminosos imigrantes ilegais vivendo no estado".

Em um comunicado emitido no sábado (6) a respeito da operação, denominada Patriot 2.0 (Patriota 2.0), o Departamento de Segurança Interna adotou uma postura severa: "Se você vier para nosso país ilegalmente e violar nossas leis, nós o caçaremos, prenderemos, deportaremos e você nunca mais voltará".

Segundo duas pessoas informadas sobre a iniciativa, a operação deve durar várias semanas. Elas falaram sob condição de anonimato porque não tinham permissão para discutir o tema publicamente. Um funcionário americano, que também não tinha permissão para falar publicamente, afirmou que a agência havia elaborado planos para aumentar a fiscalização de imigração a partir deste mês.

A operação em Massachusetts teve início poucos dias antes de a administração Trump lançar uma ofensiva contra Chicago e no contexto do crescimento das detenções de imigrantes em Washington. Massachusetts abriga a segunda maior população de brasileiros nos Estados Unidos, ficando atrás somente da Flórida.

Funcionários de alto escalão do governo Trump já haviam sinalizado a intenção de reprimir as chamadas cidades-santuário, que restringem a colaboração da polícia local com as autoridades federais de imigração.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna não respondeu de imediato ao pedido de comentário.

De acordo com o New York Times, que citou fontes não identificadas com conhecimento do assunto, a operação deve durar várias semanas. Uma das fontes informou ao Times que a Patriot 2.0 visava imigrantes que haviam sido liberados da custódia, mesmo com os agentes do ICE tentando removê-los das prisões locais.

Não ficou imediatamente evidente quantos agentes da polícia federal estavam envolvidos na repressão, que acontece enquanto Chicago se prepara para um aumento nas deportações na terceira maior cidade dos Estados Unidos, sob o governo Trump.