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Google anuncia avanço na computação quântica com chip Willow

De Wikinotícias

22 de outubro de 2025

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Nessa quarta (22), o Google anunciou um novo progresso em sua busca para transformar a computação quântica em uma ferramenta prática para o mundo real. A empresa anunciou que desenvolveu um algoritmo que possibilitou ao seu processador quântico prever a estrutura de uma molécula, realizando o processamento a uma velocidade 13 mil vezes superior à de uma máquina clássica. A pesquisa que resultou nesses achados foi divulgada na revista Nature.

"Imagine que você está tentando encontrar um navio perdido no fundo do oceano. A tecnologia de sonar pode mostrar uma forma borrada e dizer: 'Há um navio naufragado lá embaixo'. Mas e se você pudesse não apenas encontrar o navio, mas também ler a placa de identificação em seu casco? Esse é o tipo de precisão sem precedentes que acabamos de alcançar com nosso chip quântico Willow", afirmou a empresa em um comunicado.

O algoritmo, denominado Quantum Echoes, possibilita a análise da estrutura química das moléculas, buscando entender a disposição dos átomos. Hoje em dia, os cientistas usam a Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para prever estruturas. Ao examinar duas moléculas, uma composta por 15 átomos e outra por 28 átomos, o algoritmo do Google afirma ter alcançado não só os mesmos resultados da RMN, mas também descoberto dados que geralmente não são acessíveis pela técnica convencional.

Ademais, o Google destacou que o processador Willow foi 13 mil vezes mais rápido do que supercomputadores tradicionais ao lidar com o mesmo problema. A empresa afirma que isso comprova a "vantagem quântica" de seu sistema. Essa expressão, que não é nova, é frequentemente utilizada pela IBM e indica quando uma máquina quântica supera as máquinas tradicionais na resolução de problemas.

Contudo, o Google admitiu que a utilização prática de computadores quânticos ainda está a anos de acontecer.

"Esta é a primeira vez na história que um computador quântico executa com sucesso um algoritmo verificável que supera a capacidade dos supercomputadores", declarou o Google em um post no blog, e que "essa computação repetível e além do clássico é a base para a verificação escalável, aproximando os computadores quânticos de se tornarem ferramentas para aplicações práticas".

Michel Devoret, cientista-chefe da unidade de IA quântica do Google, laureado com o Prêmio Nobel de Física neste mês, afirmou que o anúncio representou mais um marco em sua área. "Isso marca um novo passo em direção à computação quântica em larga escala", declarou ele.