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Ganhadora do Nobel prevê queda de Maduro com ou sem negociação

De Wikinotícias

14 de outubro de 2025

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Nessa segunda (13), María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, ofereceu garantias para que Nicolás Maduro se afaste do poder. Contudo, ela previu a saída do presidente venezuelano, com ou sem acordo, diante da pressão militar dos Estados Unidos.

Três dias depois de receber o Nobel, María Corina falou com a AFP e dedicou o prêmio ao povo venezuelano e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O prêmio foi divulgado durante a crise provocada pelo envio de navios de guerra dos Estados Unidos ao Caribe, o que o presidente venezuelano classifica como intimidação. Washington, por sua vez, o descreve como uma operação contra o narcotráfico e acusa Maduro de comandar um cartel de drogas.

María Corina apoia as ações militares e evitou mencionar invasão. "A invasão que existe aqui é a dos cubanos, russos, iranianos, do Hezbollah, Hamas, dos cartéis de drogas, da guerrilha das Farc. Essa é a invasão que ocorre na Venezuela", declarou a oposicionista em uma chamada de vídeo.

"O que estamos pedindo é que essas estruturas que saquearam o país e que deixam esse rastro de morte e dor sejam desarticuladas, e Maduro tem neste momento a possibilidade de avançar em uma transição pacífica. Com negociação, sem negociação, ele vai deixar o poder", declarou María Corina.

Machado afirmou em uma entrevista por videoconferência à agência de notícias France-Presse (AFP), que "dissemos que estamos prontos para oferecer garantias, que não tornaremos públicas até estarmos sentados à mesa das negociações".

"Se ele [Nicolás Maduro] insistir, as consequências serão da sua responsabilidade direta. De mais ninguém", advertiu a líder da oposição venezuelana na segunda-feira.

María Corina Machado declarou que o presidente da Venezuela "tem atualmente a oportunidade de caminhar para uma transição pacífica. (...) Com ou sem negociações, deixará o poder".

"Nas últimas horas, vários companheiros foram presos e a repressão está a aumentar. Esta é uma forma de tentar parecer fortes, porque sabem que tudo o que está a acontecer é um golpe fatal", argumentou a opositora.

Além da concessão do Nobel da Paz, Machado destacou o envio de navios de guerra pelos Estados Unidos à costa da Venezuela. Esses navios afundaram quatro embarcações, que Washington alegou serem destinadas ao tráfico de drogas.

Em entrevista ao jornal norueguês Dagens Naeringsliv no domingo, Machado afirmou que só poderá ir à Noruega em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz se o presidente da Venezuela renunciar ao cargo.

Fontes